CARTA DE RECIFE – BIOCOMBUSTÍVEIS

Profissionais e pesquisadores da área de biocombustíveis reunidos em Recife nos dias 3 e 4 de abril de 2008 por ocasião do I BIOCOM – Simpósio Nacional de Biocombustíveis, promovido pela Associação Brasileira de Química, após discutirem os principais assuntos ligados a área, tais com matérias-primas, novas tecnologias, abastecimento, processos, recursos humanos, observaram os seguintes aspectos:

1) Diferenças regionais e sazonais na produção de oleaginosas precisam ser observadas.
2) Que além dos pesquisadores do sul e sudeste existe massa crítica de mestres e doutores nas Regiões Centro-Oeste e Nordeste.
3) A inexistência de condições adequadas ao desenvolvimento de pesquisas em biocombustíveis (agronômica, química, enzimática, etc.).
4) A necessidade de formação de técnicos de nível médio e de profissionais de nível superior e pós-graduados para atuação em empresas e indústrias envolvidas na cadeia produtiva de biodesel.
5) Óleo de mamona: é ou não é viável?

Diante desta realidade, a comunidade reunida liberou ao final do referido evento as seguintes sugestões e recomendações:

1) Investimentos específicos na avaliação dos subprodutos originados na obtenção de biocombustíveis, bem como no uso de matérias primas não usuais.
2) Que as matérias primas para o biodiesel sejam de baixo custo. Para tanto é necessário o investimento em novas pesquisas com outras espécies.
3) Aceleração do cronograma de obrigatoriedade dos diferentes percentuais de mistura.
4) Investimentos urgentes em pesquisa, com ênfase nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, podendo aproveitar as linhas de pesquisa já existentes de toda a cadeia produtiva.
5) Investimentos em cursos de extensão e especialização, envolvendo as comunidades locais e pequenos produtores.
6) Maior publicidade adequada e tecnicamente suportada.

Recife, 4 de abril de 2008
1º BIOCOM – Simpósio Nacional de Biocombustíveis