ANÁLISES FÍSICO-QUÍMICAS EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA EM HIDRATANTES PARA PELE NORMAL E SECA

ISBN 978-85-85905-10-1

Área

Química Tecnológica

Autores

Gazal, L. (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS) ; de Oliveira, N. (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS) ; Meireles, T. (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS) ; Loures, S. (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS)

Resumo

A cosmetologia é o estudo dos cosméticos, desde a concepção de conceitos até aplicação dos produtos elaborados. A ANVISA explica que produtos cosméticos são divididos em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes, sendo substâncias naturais ou sintéticas, onde seu uso é apenas externo. Segundo a Farmacopeia Brasileira, cremes hidratantes são produtos para uso externo destinado à proteção, ou ao embelezamento das diferentes partes do corpo. A partir dos experimentos construíram-se dois gráficos da temperatura em função da densidade para verificar a influência da variação de temperatura nos aspectos físico-químicos para os diferentes tipos de hidratantes.

Palavras chaves

Cosmetologia; Hidratantes; Temperatura

Introdução

A cosmetologia pode ser definida como a ciência que estuda os cosméticos, desde a concepção de conceitos até aplicação dos produtos elaborados(FREITAS et al., 2011). De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária(ANVISA), define os produtos cosméticos da seguinte forma: “Produtos de Higiene Pessoal, cosméticos e perfumes, são preparações constituídas por substâncias naturais ou sintéticas, de uso externo nas diversas partes do corpo humano, pele, sistema capilar, unhas, lábios, órgãos genitais externos, dentes e membranas mucosas da cavidade oral, com o objetivo exclusivo ou principal de limpá-los, perfumá-los, alterar sua aparência e ou corrigir odores corporais e ou protegê-los ou mantê- los em bom estado(ANVISA, 2005). Segundo a Farmacopeia Brasileira, os cremes hidratantes são: “produtos para uso externo destinado à proteção, ou ao embelezamento das diferentes partes do corpo. Creme é a forma farmacêutica semissólida que consiste de uma emulsão, formada por uma fase lipofílica e uma hidrofílica. Contém um ou mais princípios ativos dissolvidos ou dispersos em uma base apropriada. É utilizado normalmente, para aplicação externa na pele ou nas membranas mucosas”(FERREIRA et al., 2012). A estabilidade dos produtos é definida pela manutenção das propriedades e características no decorrer do período de comercialização. Devem ser realizados alguns testes, que caracterizam os aspectos físico-químicos como: estabilidade acelerada em centrífuga, temperatura, pH, densidade, e aspectos organolépticos como: cor, odor e aspecto(FREITAS et al., 2011). O objetivo deste trabalho foi analisar aspectos físico-químicos dos hidratantes, tais como a densidade e o pH em diferentes temperaturas, analisando-as graficamente e comparando com a legislação vigente.

Material e métodos

Os hidratantes foram analisados nas temperaturas de 10ºC; 20ºC; 25ºC; 30ºC e 40ºC. Para a densidade pesou-se provetas secas em balança semi-analítica. Posteriormente, foram colocados 2,0mL de hidratante e as provetas foram colocadas em banho de aquecimento ou de gelo até atingir as temperaturas definidas. Feito isso, as provetas com hidratante foram pesadas para determinar a massa específica dos mesmos. Para o cálculo da densidade, utilizou-se a seguinte equação: d=(m_(2)- m_(1)/V Onde m_(2) representa a massa da proveta com hidratante; m_(1) representa a massa da proveta vazia e V representa o volume de hidratante utilizado, que equivale a 2,0mL. O pH dos hidratantes foi obtido com medidor de pH Digimed DMPH-2,com eletrodo para soluções aquosas do tipo Ag/AgCl/KCl. Foi transferida uma alíquota de aproximadamente 10g da amostra para um béquer e imergiu-se o eletrodo do pHmetro. Mediu-se o pH para os hidratantes com temperaturas equivalentes a 25°C,30°C e 40°C. Obs.: Os hidratantes não possuem indicação de pH do fabricante. Foram realizadas pesquisas sobre pH de hidratantes e da pele.

Resultado e discussão

Observa-se que na temperatura equivalente a 10°C, obteve-se maior valor de densidade(1,175 g.mL-1 para pele normal e 1,2 g.mL-1 para pele seca)e na temperatura equivalente e 40°C, obteve-se menor valor de densidade (1,135 g.mL-1 para pele normal e 1,1 g.mL-1 para pele seca)(Figura 1). Com os valores obtidos, observa-se que com o aumento da temperatura haverá uma dilatação ocasionada pela separação dos átomos e moléculas. O objetivo dos cremes hidratantes é manter a integridade cutânea e sua aparência, retendo o conteúdo de água da pele, impedindo a perda de água transepidérmica e iniciando o reparo da barreira quando ocorrem insultos na pele. Logo, é de fundamental importância que a formulação mantenha suas características essenciais, seja com o aumento ou atenuação de temperatura. Os hidratantes em temperaturas mais baixas possuem consistência maior que em temperaturas mais altas. O pH, isto é, a concentração hidrogeniônica da superfície cutânea é um importante indicador funcional da pele, devendo-se à produção de ácido láctico. A pele apresenta pH levemente ácido (4,6–5,8), que contribui para que ocorra proteção bactericida e fungicida em sua superfície. Os valores de pH obtidos das análises dos hidratantes encontram-se na faixa de pH adequado para a pele. O pH sofreu variação entre 5,1 e 5,6 dependendo da condição a qual a amostra foi submetida. A determinação e o controle do pH cutâneo, sob o ponto de vista dermatológico, são de extrema utilidade, uma vez que o contato com substâncias agressivas, como detergentes, costuma ser freqüente, ou até mesmo para evitar a utilização de produtos tópicos inadequados. No hidratante é necessário que o pH seja um parâmetro criterioso para evitar risco ao consumidor, como contaminação na pele devida a variação de pH e alergias.

Temperatura versus densidade dos hidratantes.



Tabela 1: Valores de pH em função da temperatura



Conclusões

A densidade foi um parâmetro utilizado para verificar a capacidade de estabilidade do hidratante em diferentes temperaturas. Logo, observou-se que o hidratante pode sofrer alterações físico-químicas em diferentes climas. Com a variação das temperaturas, foi observado que o pH dos hidratantes permaneceu na faixa indicada para o pH da pele (4,6-5,8). Os cremes hidratantes submetidos aos testes são produtos que apresentam estabilidade devido à boa qualidade dos componentes da formulação, manipulação rigorosa e testes realizados com precisão, que são fundamentais para o consumidor final.

Agradecimentos

Referências

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Guia de Controle de Qualidade de Produtos Cosméticos: Uma abordagem sobre os ensaios físicos e químicos. Brasília, 2007.
FREITAS, C. S. G.; GUIMARÃES, L. B.; LIMA, N. A. Controle de qualidade físico-químico de formulações cosméticas contendo óleo de Persea americana 5% e formulações cosméticas contendo óleo de Prunusamygdalus dulcis5%. Minas Gerais, 2011.
FERREIRA, L.R.; ISECKE, B.G.; DA SILVA, O.V.; COSTA, O.S. Avaliação da distribuição de temperatura em creme hidratante corporal. Goiânia, 2012.

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