Quantificação dos Extratos lipídicos de espécie vegetal do Cerrado Sudoeste Maranhense, Caryocar brasiliense Camb, como mecanismos de preservação e manutenção de florestas

ISBN 978-85-85905-19-4

Área

Iniciação Científica

Autores

Cardoso, C.M.M. (UNB) ; Vasconcelos Feitosa Marques Cardoso, N.C. (CECFUTURO) ; Oliveira, J.D. (UEMA) ; Mendonça, A.R.V. (UNB) ; Costa, V.O. (CECFUTURO) ; Correa, A.S. (CECFUTURO) ; Pedroza, M.M. (IFTO) ; Vieira, G.E.G. (UFT)

Resumo

Diante da problemática na geração de energia que possa atender a grande demanda na manutenção e desenvolvimento desta nação é de grande importância a busca de novas fontes renováveis que possam contribuir na cogeração. O objetivo é quantificar os extratos lipídicos do Caryocar brasiliense visando à utilização como potenciais na produção de biodiesel e como mecanismos de preservação e manutenção das florestas. Para a obtenção do extrato oleaginoso, foi realizado com um extrator Soxhlet, tendo como solvente o hexano. Foi possível, a partir do método de extração, obter rendimentos máximos do óleo de pequi de 37,03%. O rendimento da extração se mostrou superior ao encontrado por outros autores com a biomassa pequi e foi observado que quanto maior o tempo de extração maior o rendimento

Palavras chaves

Caryocar brasiliense camb; Extrato lipidico; Cerrado

Introdução

Quando se trata do contexto energético atual, a produção de energia limpa, em especial o biodiesel, destaca-se como uma das formas mais eficientes para diversificar a matriz energética, contribuindo para o desenvolvimento do tripé da sustentabilidade também chamado de triple bottom line, que consiste em uma produção economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente correta (OSTER, 2013). Isso tudo é observado na produção de biodiesel, pois ocasiona o desenvolvimento econômico devido ao aprimoramento e descentralização de investimentos, acarreta um crescimento no desenvolvimento social através da geração de emprego e renda no campo e ainda promove a conservação do meio ambiente, através da redução da emissão de gases do efeito estufa (LOFRANO, 2008). O Brasil possui exuberante biodiversidade, o que permite várias opções associadas a agricultura para geração de energia, selecionando-se as espécies mais convenientes (TRZECIAK et al., 2008). Nas usinas em funcionamento no Brasil destacam-se como matérias-primas utilizadas, o amendoim, gergelim, girassol, pinhão manso entre outras (OLIVEIRA, 2012). A superfície do Maranhão é composta por 43,3 % do Bioma Cerrado. As ações antrópicas, sobretudo na forma de atividades econômicas, tem conduzido, ao longo dos anos, à ocupação desordenada da região do cerrado sudoeste do maranhão, em especial por expansão do cultivo de soja, e consequentemente a sua rápida degradação ambiental tem causado modificações neste Bioma (OLIVEIRA, 2014). O estudo da quantificação dos Extratos lipídicos do Caryocar brasiliense do Cerrado sudoeste maranhense é escasso e servira para gerar um maior entendimento dessa feição.

Material e métodos

A determinação gravimétrica do extrato foi obtida por meio da extração da matéria graxa por solvente através do método Soxhlet. Utilizou-se três amostras do fruto pequi em triplicata. Inicialmente fez-se a granulometria (trituração) da amostra a fim de torna-la homogênea, secou-se por aproximadamente 24 horas ao ar, foram utilizadas 27g de amostra em cada cartucho, que logo após a pesagem foram transferidos para o aparelho de extração Soxhlet. Quantificou-se o volume do solvente Hexano p.a. em 160mL com o auxílio de uma proveta 250mL, transferindo para o balão de fundo chato, foi ligada a manta aquecedora (mod.52E Fisatom Equipamentos Científicos Ltda) em potência de 94°C. O extrator é ligado a temperatura de ebulição do solvente utilizado, ficando em funcionamento pelo tempo de extração pré-determinado. Após o período de extração, o Soxhlet foi desligado e esperou-se o seu resfriamento. Em seguida, o balão é retirado e conduzido para que o solvente utilizado na extração possa ser recuperado. No final do processo, o balão é pesado sendo possível a determinação da sua massa final e o rendimento do óleo conforme equação. %Óleo = (Massa final do balão – Massa inicial do balão) x 100/Massa inicial da amostra.

Resultado e discussão

Os percentuais máximos de óleo extraídos, Figura 1, para os frutos inteiros do pequi foram de 37,03%, nas condições de temperatura ambiente usando o hexano como solvente extrator, conforme Tabela 1, resultados similares aos encontrados por Oster (2013) de 31,1%; Pinto (2010) de 30,5% e Lima et. al., (2007) de 33,4 %, vale ressaltar que todas as pesquisas para extração acima se deram com partes distintas do pequi.

Extração do óleo do pequi pelo Extrator Soxhlet

Metodologia para extração do óleo de Caryocar brasiliense com solvente Hexano p.a.

Extração, com solvente, do óleo de pequi utilizando soxhlet

quantificação do extrato lipidico para Caryocar brasiliense pelo metodo soxhlet

Conclusões

Foi possível obter rendimentos máximos de extração do óleo de pequi de 37,03%. O rendimento do óleo se mostrou superior ao encontrado por outros autores citados neste trabalho. Quanto maior o tempo de extração maior o rendimento de extrato obtido. O Pequi é uma alternativa viável para a produção de biodiesel, visto que apresenta elevado teor de óleo, acima de 37%. Esse estudo, aponta para a possibilidade de aproveitamento desse óleo, levando a um crescimento regional, inclusão social nas áreas propícias ao cultivo do mesmo e o uso do fruto serve como incentivo para manter a floresta preservada

Agradecimentos

FAPEMA;UnB;UEMA;CECFUTURO;UFT;IFTO e ABQ.

Referências

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PINTO, A. SILVA; VIEIRA, G. E. G.. Avaliação do teor do óleo vegetal do pequi (Caryocar brasiliense) extraído por solvente e da estimativa da biomassa viva acima do solo no Parque Estadual do Lajeado – Palmas – Tocantins. 75f. Dissertação (Mestrado em Agroenergia) - Universidade Federal do Tocantins, Palmas, 2010.

TRZECIAK, M. B.; VINHOLES, P. S.; NEVES, M.B.; LIMA, Nelson, B.; VILLELA, F. A. Sementes de especies oleaginosas para a producao de biodiesel. Informativo Abrates, vol.18, nº.1,2,3 p.030-038, 2008.

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