A UTILIZAÇÃO DA QUÍMICA FORENSE NO ENSINO MÉDIO

ISBN 978-85-85905-19-4

Área

Ensino de Química

Autores

Lima, C.K.A. (UFPA) ; Martins, A.F. (UFPA) ; Silva, E. (SEDUC) ; Dantas, K.G.F. (UFPA) ; Marinho, P.S.B. (UFPA)

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo contextualizar a química através das problemáticas do cotidiano, tal como, solução de crimes. O trabalho utilizou de alguns trechos do seriado CSI: Crime Scene Investigation. Os episódios selecionados apresentam análises de materiais da cena do crime na qual durante as intervenções tiveram um paralelo com o conteúdo de Química do ensino médio, tais como: Forças intermoleculares e reações redox apresentados aos alunos juntamente com os testes experimentais de impressão digital e identificação de mancha de sangue, respectivamente. As análises foram feitas a partir da aplicação de questionários com perguntas do tipo: Você compreende a disciplina (Química)? Você gosta de aulas experimentais? O que você sabe sobre Química Forense?.

Palavras chaves

Química Forense; Ensino; Contextualização

Introdução

A ciência não é mais um conhecimento cuja disseminação se dá exclusivamente no espaço escolar, nem seu domínio está restrito a uma camada específica da sociedade, que a utiliza profissionalmente. Faz parte do território social mais amplo, pelos meios de comunicação, e influencia e decisões éticas, políticas e econômicas, que atingem a comunidade como um todo e cada indivíduo particularmente (DELIZOICOV, ANGOTTI, e PERNAMBUCO, 2007).Sendo assim, tem como responder uma das indagações mais realizadas pelo discente:”Qual importância da química no meu cotidiano?’’. É possível enxergar a eminência da química em diversos setores da sociedade.Mas,nesse trabalho para conceder a resposta ao aluno escolheu-se a química forense. Segundo Farias (2008, p.18 ) “podemos definir química forense como a aplicação dos conhecimentos da ciência química à atividade forense,com especial ênfase na interdisciplinaridade.” Dessa forma, contextualizou-se os conceitos químicos no tema proposto para ensiná-los aos alunos.

Material e métodos

O presente trabalho foi elaborado a partir de uma pesquisa feita com alunos da rede pública de ensino sobre a Química forense. A pesquisa teve como material de análise um questionário com perguntas objetivas e subjetivas. Sendo ele direcionado e aplicado a um grupo reunido de alunos das três series do 2º grau. A aplicação foi realizada nos dias 17/06/2016 e 08/08/2016 no auditório da E.E.E.F.M Deodoro de Mendonça, Belém-Pa, juntamente com 85 alunos. Após a resposta dos questionários lecionou-se a aula teórica sobre a eminência da química auxiliando a justiça na solução de crimes e apresentou um trecho selecionado do seriado CSI: Crime Scene Investigation sobre a identificação da impressão digital relacionando-o aos conceitos de forças intermoleculares, os quais foram apresentados aos alunos. Posteriormente, realizamos o teste da impressão digital. Aqueceu-se os cristais de Iodo e duas alunas selecionadas,aleatoriamente que possuíssem o Registro Geral em mãos à analogia. Solicitou que as mesmas pressionassem o polegar no papel e o colocou no erlenmeyer, após a revelação da digital a amostra foi comparada com a digital do RG. Na segunda aula realizada foi selecionado um trecho da série CSI sobre o teste de identificação de manchas de sangue o qual relaciona-se com os conceitos de reações redox. Posteriormente, realizou-se o teste friccionando a faca(sem ponta) na carne para que o sangue fosse transferido para o objeto. Em seguida, coletou-se o sangue da “arma do crime” com ajuda de uma haste com ponta de algodão (cotonete). Para o teste, foi gotejada uma gota de água destilada na haste com a amostra e em seguida o reagente Kastle Meyer o indicador foi a coloração rosada sinalizando positivo para mancha de sangue.

Resultado e discussão

Tendo como referencial o questionário com 5 perguntas objetivas com alternativas sim, mais ou menos e não. Sendo elas: A) Gosta da aula de Química?; B) Você compreende a disciplina (Química)?; C) Você melhor compreende o conteúdo de Química quando a aula é experimental?; D) Você gosta de aulas experimentais?; E) Você tem curiosidade sobre investigações criminais?.Resultou-se os valores apresentados no gráfico abaixo. Também houveram duas questões subjetivas: F) O que você sabe sobre Química Forense? e G) Você já acompanhou alguma série que mostre o trabalho de Peritos forenses e os procedimentos?. Acerca da concepção sobre o tema Química Forense aplicado aos alunos da rede pública estadual de Ensino. Observou-se uma unanimidade entre os alunos que dizem “gostar” e “compreender” os conteúdos da disciplina de Química. Apesar de pouco terem acesso a aulas experimentais os alunos demonstraram curiosidade na prática, 54% compreende melhor o conteúdo quando é exposto teoricamente e demonstrado experimentalmente. Quando perguntados se eles possuíam curiosidade sobre a Investigação criminal, 90% dos alunos responderam que tinham interesse sobre o assunto, no entanto, nenhum dos alunos souberam definir o termo Química forense, sinalizando a necessidade de uma abordagem e discussão do referido termo entre o grupo, haja vista, que a química forense é de grande relevância mediante uma problemática social.

Figura 1: Resultado da aplicação do questionário aos alunos.

Fonte: Próprios autores.

Conclusões

Dessa forma, o trabalho realizado na escola E.E.E.F.M. Deodoro de Mendonça com os alunos do Ensino Médio sobre o conteúdo de Química Forense demostrou um desempenho bom através, tanto de atividades experimentais como recursos visuais. Os alunos demonstraram um interesse maior pela disciplina após a verem de maneira contextualizada. Haja vista, a mesma está distribuída nos mais diversos campos profissionais existentes no mercado de trabalho, o que nos ajudou a verificar o crescimento no conhecimento dos próprios alunos quanto à matéria.

Agradecimentos

Os autores agradecem a CAPES (PIBID-QUÍMICA/UFPA). E a Suzi Lima pelo o incentivo durante o trabalho.

Referências

DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J.A.; PERNAMBUCO, M.M. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. São Paulo, Cortez, 2007.
FARIAS, R. F. Introdução à química forense. 3.ed. Campinas: Ed. Átomo, 2008, 18p.

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