DESMISTIFICANDO O CONHECIMENTO DE QUÍMICA ATRAVÉS DE OFICINA TEMÁTICA POR MEIO DO PROGRAMA PIBID-UEAP-QUÍMICA.

ISBN 978-85-85905-19-4

Área

Ensino de Química

Autores

Nascimento Guedes, J. (UEAP) ; Pinto Ramos, L. (UEAP) ; Rocha de Lima, L. (UEAP) ; Miranda de Sousa, F. (UEAP) ; Mesquita de Brito, E. (UEAP) ; Almeida Delgado, R. (UFPA) ; Simone de Moraes, S. (UEAP) ; de Oliveira Santana, R. (UEAP) ; Campos Silva, R. (UFPA) ; Belém dos Santos, K.L. (UNIFAP) ; Rodrigues Santos, C.B. (UNIFAP)

Resumo

Este trabalho foi desenvolvido por meio do programa PIBID, na execução de oficina temática intitulada Amazônia o chuveiro do Brasil, rios voadores.com aula envolvendo experimento de destilação e outro com aula do tipo verticalizada ambas utilizando a floresta amazônica como contexto, propiciando utilização da contextualização e interdisciplinaridade propostas no PCNEM além do mais baseou-se nos preceitos de Chassot, Freire e Vygotsky quanto a significância do conceito cientifico como aliado aos conhecimentos comuns e avaliado por meio de questionário padronizado semi aberto aplicado a 24 alunos, no início e ao final das atividades, sendo possível verificar o benefício de aulas diferenciadas além de identificar lacunas deixadas pelo método tradicional de ensino.

Palavras chaves

Contextualização; Interdisciplinaridade; EJA

Introdução

Muito se debate sobre ações do homem sobre a natureza, principalmente o que tange à floresta amazônica pois possui um terço das florestas tropicais que que cobrem o planeta terra tendo grande importância para o ecossistema (Pinto e Kzam 2012).A floresta intermedeia poderosamente a transferência da água, da atmosfera para o solo e do solo para a atmosfera, sugando a água pelas raízes das árvores e emitindo-a eficientemente para a atmosfera, por meio das folhas pela evapotranspiração causada pela absorção da energia solar (Nobre 2011). Desta forma assuntos referentes a Amazônia, especificamente a floresta amazônica está presente no cotidiano dos moradores de Macapá capital do estado do Amapá localizada no extremo norte do Brasil, segundo Carvalho (2010) o estado brasileiro mais preservado do Brasil com dados do ano de 2009 o contando com 97% de sua cobertura de floresta original, possuindo ainda 72% de seu território protegido. Mesmo que os moradores desta cidade tenham características diferentes eles possuem um contexto em comum, a floresta amazônica, pois muitas famílias retiram sua subsistência das aguas e floresta da Amazônia demonstrando sua importância não somente no ecossistema como na economia local. Pensando em trabalhar uma temática que atendesse as necessidades da região e nos desse suporte para introduzir conceitos químicos em que foi abordado a floresta amazônica com seus ciclos explicados de maneiras diferentes por diversas ciências. Chassot (2004) trás em seus estudos a importância de se ensinar química aplicando algum sentido. Desta forma o presente trabalho apresenta a proposta pedagógica de contextualização, tendo como contexto a floresta Amazônica desenvolvido na Escola Estadual Santa Inês com os alunos da EJA

Material e métodos

Inicialmente foram feitas observações acompanhadas de monitoria com duas turmas da Escola Estadual Santa Inês com cerca de 20 alunos devidamente matriculados na Primeira Etapa do ensino médio EJA (Educação de Jovens e Adultos). O trabalho se deu a partir da elaboração e execução da oficina temática intitulada “Amazônia o Chuveiro do Brasil, rios voadores”. A partir do contato estabelecido com os alunos através da monitoria e observações, os mesmos foram convidados a participar da oficina desenvolvida nos laboratórios, pedagógico (Lapequim) e de química geral experimental da UEAP contando com 24 alunos das turmas citadas anteriormente, dividiu-se o grupo em dois grupo, 13 alunos se encaminharam para o Lapequim e outros 11 para o laboratório de química geral, ocorreram duas aulas simultâneas utilizando a mesma temática, logo após os alunos trocaram de sala. No Lapequim a aula foi desenvolvida através de aula teórica contextualizada, já no laboratório de química geral os alunos efetuaram experimentação no contexto da temática da oficina Ambas as aulas utilizaram os assuntos da disciplina química: Estados físicos da matéria e Estados de agregação da matéria incorporando a temática da oficina intitulada tratando da formação das chuvas, especificamente seu ciclo e importância da floresta amazônica para a formação da mesma, haja visto que a escola está localizada as margens do rio amazonas e os alunos possuem contato tanto com o rio quanto com a floresta. Com objetivos descritivos acerca da utilização de oficinas temáticas, a captação dos dados se deu principalmente por meio de questionário padronizado semiaberto com 9 perguntas entregues no início e ao final das atividade com mesmas indagações para efeito comparativo.

Resultado e discussão

Inicialmente todos os 24 estudantes pesquisados não sabiam por qual método de separação é obtido a água das chuvas, e grande dificuldade em caracterizar e diferenciar fenômenos físicos e químicos e até mesmo identificar por meio de gravuras os estados de agregação da matéria: sólido; liquido e gasoso, além do distanciamento que o aluno possuía da disciplina química entre o dia-a-dia. Vygotsky desenvolveu inúmeros conceitos para compreender as origens de nossas concepções, dentre uma delas, afirma que a palavra que não possui nenhum tipo de representação não pode ser incorporada,pois o desenvolvimento mental é marcado pela interiorização das funções psicológicas e não é simplesmente transferência de uma atividade externa para um plano interno, podemos reforçar estas palavras utilizando também Libâneo (2001) em que afirma que a educação está ligada ao processo de comunicação em que os membros de uma sociedade interajam e possam assimilar seus saberes podendo alcançar um patamar necessário para enfim produzir outros saberes, que neste trabalho foi o desenvolvimento da oficina temática em que tanto no laboratório de química experimental quanto no pedagógico foi satisfatório na aproximação entre a figura do professor, aluno e conteúdo ao cotidiano,podemos observar através do figura 1.A figura 2 retrata a pergunta em que os alunos teriam que identificar os 3 (três) estados de agregação da matéria, pode-se atribuir à dificuldade a não compreensão de assuntos iniciais a disciplina pois os professores preferem intitular eficiência no trabalho educacional relacionando a quantidade de conteúdo ministrada do que qualidade nos conteúdos ofertados, Chassot (2003), Freire e Nogueira(1993), destacam bastante a importância da qualidade e não a quantidade de conteúdo ministrado

Figura 1

Sobre a aplicabilidade de conhecimentos científicos ao Cotidiano.

Figura 2

Identificação dos alunos sobre ilustrações dos estados físicos da matéria.

Conclusões

Foi possível obter contato com as dificuldades que alguns alunos possuem em relação a disciplina de química, possibilitando visualizar futuras estratégias de ensino para o âmbito profissional, percebe-se ainda a necessidade de professores formados em períodos anteriores a implementação dos PCNs para que possam passar por treinamentos com foco na educação de química como função social. Pode-se deixar como principal proposta deste trabalho, a elaboração de planos educacionais que utilizem métodos pedagógicos que tornem as disciplinas uma forma de transformar alunos em cidadãos.

Agradecimentos

PIBID-UEAP CAPES

Referências

CHASSOT,Attico.Alfabetização científica:uma possibilidade para a inclusão social, Revista Brasileira de Educação, n.22 jan/fev/mar/abr 2003
CHASSOT;Attico,Para quem é útil o ensino?, editora da ulbra; Canoas 2004
FREIRE,P;NOGUEIRA,A. Que fazerteoria e prática em educação popular. 4ª edição. Editora Vozes. Rio de Janeiro 1993.
LIBÂNEO, j.c;Pedagogia e pedagogos:inquietações e buscas, Educar, Curitiba, n. 17, p. 153-176. 2001. Editora da UFPR
NOBRE, a.d;,É possível uma produtiva convivência entre agronegócio e meio ambiente,Revista de Política agrícola, ano XX, n°4,out/nov/dez 2011. Disponível em http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/63369/1/E-possivel-uma-produtiva-convivencia.pdf> acesso em 28 de dezembro de 2015.
PINTO, l,f; KZAM,a,l; Amazônia decifrada; editora Smith produções gráficas ltda; Belém-Pará; fevereiro de 2012

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