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Pantanal Matogrossense
Conheça a maior reserva de biodiversidade das Américas
Você está cansado do barulho, dos engarrafamentos, do stress da cidade grande? Então venha para Cuiabá! Não que a capital mato-grossense esteja livre desses problemas modernos (não está, infelizmente), mas é que aqui é o ponto de partida para uma aventura renovadora, inesquecível. No paraíso.
Meros 100 quilômetros nos separam do Pantanal, a maior reserva de biodiversidade das Américas. Formado em Mato Grosso, principalmente pelas águas do rio Paraguai, o Pantanal é uma área alagada, de 210 mil quilômetros quadrados, que se estende por Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina. Nesse espaço, que equivale a três vezes o tamanho da Costa Rica, existe uma rede de fontes fluviais, planícies de inundação e um complexo sistema de lagoas interligadas que servem de berçário para inúmeras espécies animais; muitas raras, algumas únicas.
Partindo de Cuiabá rumo ao Pantanal, o visitante tem muitas opções de transporte e de roteiro. De carro, avião ou barco, seu destino tanto pode ser um passeio pelos diversos rios da bacia, um safári fotográfico pela Rodovia Transpantaneira ou mesmo uma boa pescaria. No lado mato-grossense do Pantanal, os pontos de apoio mais procurados pelos turistas são as cidades de Barão de Melgaço, Poconé e Cáceres.
É evidente que o leque de atrações desse santuário ecológico não se resume a estas três cidades e seus arredores. Muito mais está esperando por você em Mato Grosso. Se você acha que este texto não foi convincente, fique então com a singeleza dos argumentos do poeta Carlos Drummond de Andrade. É de arrepiar:
"Pára, contempla, observa: não são miragens em que a vida brincasse de fazer coisas imensas e misteriosas. Não é uma terra fora da terra e do presente, visão, alegria, fábula. É o aqui e agora de um Brasil que é teu e desconheces", Pantanal.
Cidades Turísticas do Pantanal
Barão de Melgaço
Barão, como é carinhosamente conhecida, fica a pouco mais de 77 km de carro pela MT-040, que acaba de ser recuperada. Pequena, com pouco mais de 10 mil habitantes, Barão guarda uma surpresa para os visitantes: as grandes baías do Pantanal. É difícil descrever tamanha imponência. Siá Mariana, Porto de Fora, Buritizal e Chacororé são as mais conhecidas. Esta última, com 13 quilômetros de diâmetro - maior do que a baía de Guanabara - faz o turista compreender porque os portugueses deram ao Pantanal o nome de "Mar de Xaraiés". É, sem dúvida, um dos pontos mais bonitos - e menos conhecidos - do Pantanal.
Poconé
A "cidade rosa", Poconé, fica à cerca de 100 quilômetros da capital. Um trajeto que permite sentir uma amostra da biodiversidade pantaneira. Isto porque, na beira da estrada, podem ser admirados jacarés, tuiuiús, biguás, araras e até capivaras, em bando, correndo para os alagados. A 42 quilômetros mais ao sul da cidade, em Porto Cercado, encontramos novamente o rio Cuiabá, agora com características diferenciadas, no tipo de margem, vegetação ribeirinha e curso d'água. Dezenas de córregos e afluentes se intercomunicam, permitindo passeios por avenidas de água no meio da mata.
Cento e sessenta quilômetros ao sul de Poconé, pela Transpantaneira, encontramos Porto Jofre, um importante pólo de atividades turísticas e esportivas. Dispondo de navegação fluvial permanente, esta região, em pleno Pantanal, é servida por Barcos Hotéis, Pousadas, áreas de camping e algumas pistas para aviões de pequeno e médio portes.
Cáceres
Pode-se dizer que o Pantanal começa em Cáceres, localizada na margem esquerda do Rio Paraguai. A partir da capital Cuiabá, são 200 quilômetros pela BR-174, que liga o sul do país à Mato Grosso. É conhecida como "a princesinha do Paraguai", graças ao seu folclore, arquitetura colonial, belas praias e uma infinidade de outras atrações naturais. Além disso, dois eventos contribuem para fazer a fama da cidade: O Festival Internacional de Pesca - um dos maiores do mundo -, em setembro, e o Festival da Piranha, nas cheias de março. Cáceres dispõe de uma boa rede hoteleira, restaurantes, lanchonetes, sendo uma das mais preparadas para receber o fluxo de turistas que aumenta a cada ano.
É evidente que o leque de atrações desse santuário ecológico não se resume a estas três cidades e seus arredores. Muito mais está esperando por você em Mato Grosso.
Chapada dos Guimarães
Um verdadeiro paraíso ecológico
Localizado à 60 quilômetros de Cuiabá, o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães é um dos lugares mais belos do Brasil. Aliás, belo é isenção jornalística, o lugar é mesmo deslumbrante, cinematográfico.
Ao todo, são 33 mil hectares de cachoeiras, paredões e mirantes de fazer amarelar o Ronaldinho. Tudo isso envolto em um clima ameno - frio, se comparado ao de Cuiabá - e misterioso. Isso mesmo! Além das belezas naturais, aqui também é uma terra de místicos, esotéricos e ufólogos de plantão.
Além de pista de pouso de extraterrestres, muitos afirmam que Chapada é um canalizador de energias cósmicas, um berço para a civilização do terceiro milênio.
Simpática e acolhedora, a cidade de Chapada dos Guimarães, com 14 mil habitantes, está situada na borda do Planalto Central Brasileiro, 860 m acima do nível do mar.
Lá estão praticamente todas as opções de hospedagem, alimentação e lazer dos visitantes do parque. Nada é muito luxuoso, mas existem opções confortáveis e não muito agressivas ao bolso do turista médio.
Além de ponto de apoio, a cidade é a sede, geralmente no mês de julho, de um tradicional e concorrido Festival de Inverno onde os visitantes são convidados a participar de oficinas de teatro, dança e música e assistir a shows e apresentações folclóricas.
Vila Bela da Santíssima Trindade
História, cultura e belezas naturais fazem a alegria do turista em Vila Bela da Santíssima Trindade
Primeira capital de Mato Grosso, a pequena Vila Bela da Santíssima Trindade é um dos municípios com maior potencial turístico de Mato Grosso. Sua conturbada história, seu povo, sua cultura rica e belezas naturais fazem valer a pena cada um dos 540 quilômetros que a separam da segunda e atual capital do Estado, Cuiabá. Seguindo de carro ou ônibus, o trajeto segue pela BR-174 , passando por Cáceres e Pontes e Lacerda .
254 anos de história
Bem no centro de Vila Bela , estão as ruínas de uma catedral do período colonial. Ela é um símbolo da cidade e constitui o marco de uma história que começa em 1752 . Naquela época, a descoberta de riquezas minerais na região do Rio Guaporé, fez com que Portugal se apressasse em povoá-la, temendo que os vizinhos espanhóis fizessem o mesmo. Foi então criada a Capitania de Mato Grosso e sua capital instalada em 19 de março de 1752, com o nome de Vila Bela da Santíssima Trindade .
Enquanto foi capital, a cidade obteve um progresso muito grande devido aos investimentos em infra-estrutura e incentivos fiscais para os novos moradores. No entanto, as dificuldades de povoar a região (distância, doenças, falta de rotas comerciais) e o estabelecimento de um importante centro comercial em Cuiabá acabaram forçando a transferência da capital, em 1835. Como uma cidade qualquer, Vila Bela não resistiria. Os moradores abandonaram a região, deixando casas, estabelecimentos comerciais e escravos para trás. Num dos episódios mais fascinantes de toda essa história, são estes escravos abandonados que garantem a sobrevivência da cidade, constituindo no local uma comunidade negra forte, unida e fiel às suas tradições.
A "Cidade Negra"
Em Vila Bela quase não há analfabetos e muitos moradores passam dos 100 anos de idade . Até bem pouco tempo atrás, sua população era composta exclusivamente por descendentes de escravos africanos. Isso lhe garantiu o apelido de " Cidade Negra ", que, mesmo com a imigração e os casamentos interraciais, continua valendo até hoje. De acordo com o IBGE, 74% dos vilebelenses são negros ou mulatos. Um contingente que continua unido e cultivando suas tradições. Segundo moradores, o fato de Vila Bela ter sido administrada por negros desde o século passado, criou por lá gerações sem complexos de inferioridade e orgulhosa de sua cor. Talvez por isso as tradicionais festas do mês de julho (Senhor Divino, Congo e São Benedito) sejam tão concorridas. Elas representam a alegria, a fé e a perseverança de um povo que ainda hoje sofre com a discriminação e a intolerância. Um povo que também foi agraciado com belezas naturais de tirar o fôlego.
Um banho nas cascatas
Depois do roteiro histórico e cultural, a melhor pedida é mergulhar fundo nas atrações naturais que Vila Bela tem a oferecer. Seguindo 14 quilômetros de carro e mais 2 a pé, você vai encontrar duas belíssimas cascatas: Namorados (76 metros de queda) e Cachoeirinha (46 metros). Uma opção de mais difícil acesso, porém compensadora, é a cascata do Jatobá, com inacreditáveis 140 metros de queda . Vale a pena. Antes de terminar, um segredinho: se estiver se sentindo cansado, pergunte a qualquer morador onde encontrar uma garrafa de Canjinjin . Com efeitos terapêuticos (e afrodisíacos, dizem) devastadores, esta é uma bebida alcoólica preparada somente por mulheres e cuja receita é um segredo de estado. Experimente para ver.
Fonte: http://www.cuiaba.mt.gov.br/cuiaba/turismo.jsp?val=2
http://ms.gov.br
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