DEPOIMENTOS

Quando éramos pequenos ele gostava de falar que tudo no mundo era Química e nos desafiava a falar algum material que não fosse, ficávamos horas nesta brincadeira e ele sempre vencia, lógico. Uma companhia divertida que nos ensinou a perseguir nossos sonhos com bom humor, dedicação e paixão.
Aline e Alan Sucupira, filhos, Rio de Janeiro.

Amigo irreverente, rapidíssimo no gatilho para nunca perder a piada ainda que ocorrendo o risco de perder o amigo e, principalmente, com a simplicidade dos realmente GRANDES - por fora (não sei se maior na altura do que no diâmetro) e por dentro (na mente e no coração) - que não precisam de uma gravata e nem de um "data vênia" para se maquiar de importante.
Gil Anderi, EP-USP, São Paulo.

Lembro-me dos bons tempos da década de 60, na Praia Vermelha, quando Sucupira sempre preocupado com seus colegas, decidiu assumir a sala de mimeógrafo e imprimir as apostilas do Prof. Zamith de Físico-Química. Sempre um grande amigo preocupado em ajudar o próximo. E assim prosseguiu em toda a sua vida. Tenho saudades do velho amigo.
Isaac Plachta, CRQ-III, Rio de Janeiro.

O início da minha convivência com o Sucupira foi em 1985. Ele estava sempre bem-humorado (característica de nós gordinhos), pronto a atender bem a todos que lhe procuravam. Foi um sustentáculo importantíssimo para o desenvolvimento da ABQ, e em muito se deve a ele o que a Associação é hoje. Em 2002, no CBQ realizado no Rio, fizemos uma justa homenagem por todo seu trabalho dedicado a ABQ. Ele já estava internado, nos recebeu na Clínica em Niterói, e mesmo nos seus dias finais estava de bom humor, e nos disse: “a nossa ABQ vai crescer ainda muito mais”. Três dias depois, ele nos deixou.
Airton Marques , UECE, Fortaleza.

Homem de extrema tranqüilidade, exímio negociador, sempre conseguia com seu jeito simples e alegre um bom resultado para seus pedidos. Não era possível estar a seu lado e não se divertir. Ficar de mal com a vida? Jamais. Ele nunca estava.
Celso Fernandes, ABQ, Rio de Janeiro.

Lembro que o Professor Sucupira com 13 anos ajudava o seu pai como estafeta. Teve uma vida pobre, mas com muita dignidade, pelo menos foi isto que sempre vi em sua pessoa. Tinha um grande humor, nunca o vi com raiva ou revolta. Chegou aonde chegou pelos seus méritos. Muito amigo e leal. Conversávamos muito. Guardo a lembrança dessa pessoa tão querida.
Maria Aparecida Silva, EQ-UFRJ, Rio de Janeiro.

Minhas lembranças do Sucupira são de um grande personagem comprometido e zeloso em seu trabalho, mesmo quando voluntário, mas sempre amenizado com um toque de humor e alegria.  Assim, ele contribuiu decisivamente para o sucesso da ABQ.
Arno Gleisner, Fecomercio-RS, Porto Alegre.

Considero uma missão de grande responsabilidade falar de um ser humano, cuja Coerência era uma característica marcante e facilmente identificada na trajetória de vida de Arikerne Rodrigues Sucupira, característica ressaltada nos grandes líderes mundiais do passado.
É muito gratificante falar de um ser humano, onde a Coerência sempre foi sua amiga inseparável, emoldurando suas ações, impedindo-o de tropeçar nos seus próprios erros.
A despeito deste devaneio sentimental que me arrasta, os argumentos de Sucupira para o prosseguimento de sua carreira possuía uma base concreta, sedimentada em desempenhos bem exercidos, como também, relacionamentos profissionais bem sucedidos.
Sua origem tão humilde, como a dos mais simples que vivem em nossa nação, de uma infância pobre, cujo horizonte de tão curto podia tocá-lo com suas próprias mãos, creio que foi possível chegar a um lugar que sempre sonhou e, porque não citar uma frase que muito se encaixa em seus sonhos: “De tanto ele olhar para o céu e sonhar, acabou criando asas, alçando alturas impensadas para um jovem com tantos questionamentos e ideais.” Acredito que a realização de seus sonhos teve início quando recebeu seus primeiros salários, fruto de seu trabalho em idade ainda muito jovem, na função de “estafeta” dos Correios e Telégrafos, no Estado do rio de Janeiro. A prioridade em sua vida era ajudar sua mãe e seus irmãos, contribuindo para o equilíbrio de sua família. Apesar da sua imensa vontade de estudar, aprendeu a esperar, para ter possibilidade de ingressar em uma Universidade.
Certo dia conversando com Sucupira, ele falou que valorizou muito o estudo e a educação que recebeu, pois através deles foi possível crescer como ser humano, tornando-se um cidadão reflexivo e consciente, como também, conhecer valores, possibilitando adquirir muitas coisas e retribuir parcialmente à sua Mãe, já que seu Pai se foi quando ainda era muito jovem. Mas como ele mesmo dizia: “considero-me uma pessoa realizada, pois tudo o que consegui foi com muito sacrifício.”
Os anos de convivência como discípula e colega de Sucupira, me fez observar que ele nunca negociou seus princípios e valores, sempre demonstrou Fidelidade e Coerência com seus semelhantes, pois o seu maior sensor era a sua consciência.
Despeço-me repetindo que, é gratificante ter convivido com um ser humano tão especial, que participou como principal coadjuvante no show de nossas vidas.
Lucidéa Coutinho, UFF, Niterói.

Restaurante chique em Brasília onde se comia muito (em quantidade e qualidade) e o Sucupira, com a camisa fora da calça, no meio dos engravatados, pedia ao garçom o seu prato predileto: "SANDUICHE DE MACARRÃO" que era um prato mais chique do que o restaurante (Vila Borghese)  e que consistia em uma massa (Tagliatelle della Casa) com um delicioso molho a base de alcaparra e bacon que vinha no interior de um pão italiano redondo.
Gil Anderi, EP-USP, São Paulo.

Muitas vezes estivemos juntos em Porto Alegre e sempre íamos jantar na Churrascaria Capitão Rodrigo. Não pelo churrasco, que era fantástico, mas sim pela sobremesa. Ele enchia um prato fundo de sagu com creme de leite por cima e se deliciava. Óbvio que sempre eu ouvia a mesma ameaça: “se Dona Nazareth tomar conhecimento disso você está ferrado...” . Ela nunca soube, até agora.
Celso Fernandes, ABQ, Rio de Janeiro.