ÁREA: Química Analítica

TÍTULO: ANÁLISE DO INDICE DE IODO EM AMOSTRAS DE SAL MOÍDO COMERCIALIZADO NA CIDADE DE TERESINA-PI.

AUTORES: MENESES, P.S.R (UESPI) ; OLIVEIRA, F.C (UESPI)

RESUMO: O teor de iodo no sal funciona como dado indicador no controle dos distúrbios por deficiência ou excesso na dieta humana. Portanto, este estudo teve como objetivo determinar o índice de iodo em diferentes marcas de sal disponíveis comercialmente. Foram analisadas 06 amostras adquiridas na cidade de Teresina-PI, codificadas de “A a F”. A metodologia analítica utilizada foi a titulometria, usando o tiossulfato de sódio como titulante, realizadas em triplicata. Os teores de iodo em mg/kg de sal apresentados foram: (28,94), (37,68), (27,39), (67,07), (51,19), (45,59) respectivamente. Das marcas analisadas, apenas a D evidenciou está acima do limite previsto pela legislação, o que é considerado grave para a saúde humana. Daí a necessidade de uma vigilância mais atuante na qualidade alimentar.

PALAVRAS CHAVES: iodo, sal, saúde.

INTRODUÇÃO: Sal é um nome genérico para uma família de substâncias com características químicas comuns, que a mais importante, para o ser humano, é o cloreto de sódio (NaCl) ou “sal de cozinha". Este do ponto de vista nutricional, é fundamental para a saúde humana não apenas por ser utilizado de maneira universal no preparo dos alimentos, mas também devido à sua característica de ser ingerido regularmente em pequenas quantidades, o que o torna o veiculo ideal para o consumo de iodo.¹
O iodo é um elemento químico necessário para a saúde humana, importante para o desenvolvimento físico e mental. A deficiência no consumo de iodo pode causar problemas graves à saúde. Durante a gravidez, por exemplo, pode causar abortos, má formação do feto e o nascimento de crianças prematuras ou com cretinismo (retardo mental grave, responsável por dificuldades na fala, surdez e defeitos no corpo). Em crianças, vários distúrbios podem ocorrer nas primeiras fases do desenvolvimento, como alteração das funções psicomotoras, atraso no crescimento, redução da capacidade de concentração e aprendizado. Na idade adulta, por sua vez, a carência de iodo provoca o bócio, doença conhecida popularmente como "papo", que causa aumento da glândula tireóide, localizada na região do pescoço.²
No Brasil, a exigência da adição de pequenas quantidades de iodo no sal para o consumo humano surgiu na década de 50, como parte de um programa para prevenção de doenças. Atualmente, é uma das estratégias da política nacional do Ministério da Saúde, que tem por objetivo prevenir e controlar os distúrbios associados a deficiência deste halogênio. De acordo com a Associação Brasileira de Extratores e Refinadores de Sal – ABERSAL, cerca de 1.4 milhões de brasileiros apresentam os sintomas da deficiência de iodo no organismo.³


MATERIAL E MÉTODOS: As amostras de sal foram adquiridas no comercio local da cidade de Teresina-PI. Para o estudo analisou-se 06 amostras de marcas distintas, as quais foram codificadas de “A a F” e o índice de iodo foi determinado pelo método titulométrico, usando o tiossulfato de sódio como titulante e amido como indicador. Essas foram realizadas em triplicata.



RESULTADOS E DISCUSSÃO: A tabela 01 ilustra os resultados do índice de iodo das análises titulométricas.

Tabela 1 – análise em sal de cozinha para o consumo humano.
Marcas Teor de iodo (mg/ kg )
Marca A 28,94 ± 0,001
Marca B 37,68 ± 0,002
Marca C 27,39 ± 0,002
Marca D 67,07 ± 0,002
Marca E 51,19 ± 0,002
Marca F 45,59 ± 0,002
Fonte: Direta 2007

A legislação sanitária estabelece que um sal adequado para o consumo humano deve conter um limite mínimo de 20mg e Maximo de 60mg de iodo para cada quilograma de sal. Uma não conformidade nestes limites pode ser considerada grave, pois representa risco à saúde do consumidor visto que a adição de iodo dentro dos padrões estabelecidos, é necessária para prevenir e combater as doenças relacionadas à deficiência desse elemento assim como também evitar o excesso, o que pode causar em quem tem predisposição genética o tireoidite crônica auto-imune, que, por sua vez, provoca hipotireoidismo (diminuição dos hormônios da tireóide).
Relativamente, das amostras de sal analisadas apenas uma apresentou índice de iodo acima do limite máximo estabelecido pela legislação especifica de sal para o consumo humano. A amostra “D” evidenciou está acima do máximo previsto ((67,07 ±0,002 mg/kg); o que coloca em risco a saúde pública. Entretanto, levar os individuos a adquirir o hipotireoidismo (diminuição dos hormônios da tireóide).


CONCLUSÕES: Os resultados obtidos neste trabalho revelaram uma tendência de conformidade no sal comercializado em Teresina. Das 06 amostras analisadas, apenas uma apresentou teor de iodo fora dos limites estabelecido pela legislação brasileira. O que é considerado grave, por colocar em risco a saúde dos consumidores e contrariar as diretrizes da política nacional de alimentação e nutrição do ministério da saúde. Daí a necessidade de uma vigilância mais atuante no controle da qualidade alimentar.

AGRADECIMENTOS: A Deus, minha família e todos aqueles que sempre mim incentivam em busca do denvolvimento intelectual.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA: 1. Dantas LM. A produção de sal beneficiado no Brasil, associada à iodação. Brasília: INAN/FNS/MS; 1996.
2. Medeiros-Neto G. Cento e oitenta anos de bócio endêmico no Brasil. Arq Bras Endocrinol Metab vol 48 nº 1 Fevereiro 2004 59
3. Vannucchi H, Menezes EW, Campana AO, Lajolo FM. Aplicações das recomendações nutricionais adaptadas à população brasileira. Cad Nutr-SBAN
1990;2:102-5.