ÁREA: Química Analítica

TÍTULO: Estudo da Decomposição Térmica da Benzocaína e da Lidocaína

AUTORES: XAVIER,J.C (UFRN) ; CRUZ,A.M.F. (UFRN) ; SOUZA, J. M. (UFRN) ; FROTA, T. M. P. (UFRN) ; SILVA, D. R. (UFRN) ; MOURA, M. F. V. (UFRN)

RESUMO: Este trabalho teve como objetivo estudar a decomposição térmica da Lidocaína e da Benzocaína através da Termogravimetria e da Análise Térmica Diferencial afim de avaliar a estabilidade térmica dessas substâncias.

PALAVRAS CHAVES: lidocaína, benzocaína, análise termogravimétrica

INTRODUÇÃO: Lidocaína e benzocaína apresentam atividade anestésica e são sintetizadas a partir da cocaína, substância extraída de uma planta nativa da América do Sul. Cocaína foi uma das primeiras substâncias a ser utilizada como anestésico local, mas embora sua eficácia ele causava problemas como euforia e dependência física e psicológica, dessa maneira foi necessária a busca por sintéticos que tivessem o mesmo poder anestésico sem as desvantagens da cocaína.
A lidocaína, atualmente é o anestésico mais popular, foi sintetizada por Löfgren, 1943, e pode ser considerado como o protótipo de anestésico local. Nenhum dos anestésicos locais disponíveis atualmente é o ideal, e o desenvolvimento de novos anestésicos continuam a ocorrer. Embora seja relativamente fácil sintetizar um composto químico com efeitos anestésicos locais, é muito difícil reduzir a toxicidade significativamente abaixo daquelas dos fármacos atuais (MILLER, 1998).
Um anestésico local típico apresenta três partes fundamentais na molécula: um grupo aromático, uma cadeia intermediária e um grupo terminal de amina secundária ou terciária. Todos os três componentes são importantes e determinantes da atividade anestésica local da droga. A parte aromática confere propriedades lipofílicas à molécula, enquanto o grupo amino fornece hidrossolubilidade. A porção intermediária é importante em dois aspectos. Primeiro, fornece a separação espacial necessária entre as extremidades lipofílicas e hidrofílicas do anestésico local. Segundo, a ligação química entre a cadeia de hidrocarboneto central e a porção aromática serve como base adequada para classificação da maioria dos anestésicos locais em dois grupos, os ésteres (-COO-) e as amidas (-NHCO-). Tal distinção é útil, porque há diferenças significativas na alergenicidade.

MATERIAL E MÉTODOS: As técnicas utilizadas para analise foi a de termogravimetria e termogravimetria diferencial. As análises foram realizadas no equipamento do tipo DTG-60H da SHIMADZU, que consiste de um analisador térmico diferencial acoplado a uma termobalança.
Para realização das análises foram utilizados dois cadinhos de platina (um como referência e outro com a amostra), massa de amostra de aproximadamente 3,5 mg, razão de aquecimento de 10 °C/mim e atmosfera de nitrogênio com vazão de 50mL/mim.
As amostras foram aquecidas da temperatura ambiente até 900°C.


RESULTADOS E DISCUSSÃO: A Figura 1 apresenta as curvas de análise térmica, TG e DTA, obtidas para benzocaína e lidocaína. A Tabela 1 apresenta os resultados obtidos a partir das curvas TG e DTA para as substâncias estudadas.
As curvas de análise térmica para a lidocaína apresentou um aprimeira etapa de perda de massa referente à desidratação.Dos resultados obtidos observa-se que a benzocaína é menos estável que a lidocaína, pois a etapa de decomposição para a benzocaína acontece entre 139 e 214 oC e para lidocaína a etapa de decomposição térmica ocorre entre 197 e 263 oC. Os picos na curva DTA os picos foram ambos endotérmicos em 212 e 251 oC, respectivamente.





CONCLUSÕES: As curvas TG e DTA para as amostras estudadas mostrou ser a lidocaína mais estável termicamente que a benzocaína. Sendo que houve uma primeira etapa de perda de massa nessa substânicia referente à desidratação.

AGRADECIMENTOS: Os autores agradecem ao CNPq/UFRN pelo apoio financeiro.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA: FORD, J. L.; TIMMINS, P “Pharmaceutical Thermal Analysis: thechniques and applications”. 1st. Ellis Horwood Limited, 1989. p.47-61;
SILVA, E. M. A.. “Influência de excipientes na decomposição térmica do ácido acetilsalicílico”, 2000,Dissertação, PPGQ-UFRN.
NUNES, J. F. L. “Avaliação da estabilidade térmica do ácido ascórbico em formulações farmacêuticas”, 2000. Dissertação, PPGQ/UFRN.
SILVA, V. K. L.”Estudo da estabilidade térmica do paracetamol em formulações farmacêuticas distinta produzidas pelo NUPLAM-UFRN”, 2002. Dissertação, PPGQ-UFRN. 
Foye, W. O.; Lenka, D. A. Williams, D. A.; Principles of medical chemistry. Wiliams & Wilkins, 4th, Philadelphia, 1995.