ÁREA: Ensino de Química

TÍTULO: O LIVRO DIDÁTICO DIANTE DAS NOVAS PROPOSTAS EXPERIMENTAIS DO ENSINO DE CIÊNCIAS NO ENSINO FUNDAMENTAL

AUTORES: QUEIROZ, G.D. (UEPA) ; SILVA, M. D. B. (UEPA)

RESUMO: O estudo do livro didático diante das novas propostas experimentais do ensino de ciências no ensino fundamental tem por objetivo analisar o processo de escolha dos livros didáticos nas escolas do município de Tucuruí – Pará. São feitas algumas reflexões sobre os conteúdos, experimentos e informações a partir do olhar de cada autor. Visando incentivar a formação do professor de ciências que deve está em constante atualização. Ao término fica patente a necessidade de rever os conceitos na escolha dos livros didáticos, interesse em participar do processo e dinamizar o ensino usufruindo do livro didático como excelente instrumento de ensino.

PALAVRAS CHAVES: ensino fundamental, livro didático e experimentação

INTRODUÇÃO: Existe a necessidade de compreender de fato qual é o papel do professor frente à escolha do livro didático recentemente, os critérios avaliativos e os demais parâmetros estabelecidos, isso levando-se em consideração que os professores participam de todo o processo de escolha. Sabe-se que o livro didático é imprescindível, mas o educador não deve se restringir ao seu uso, sobretudo no ensino de ciências. Surge a necessidade de se conhecer um pouco melhor a origem do livro didático, um instrumento de ensino muito bom, desde que feito, elaborado, avaliado e utilizado com consciência. Daí a importância de conhecer a história do livro didático, a política do mesmo no Brasil, a partir do momento em que se cria no Estado brasileiro na década de 30, em vista de uma política educacional mais progressista. . “Para que possamos entender melhor a crise do ensino, é necessário buscar seus fundamentos também na crise que permeia o campo da produção do conhecimento histórico, pois na verdade, a primeira é, em grande parte, decorrente da segunda”. (CRUZ, 2001, p.68). O presente trabalho torna-se relevante uma vez que incentiva a participação dos professores de ensino fundamental no município de Tucuruí-Pa na escolha dos livros didáticos e ainda demonstra a importância de está sempre se atualizando frente às necessidades do processo de ensino-aprendizagem na atualidade.

MATERIAL E MÉTODOS: O método utilizado neste trabalho foi a partir de uma ampla pesquisa bibliográfica em livros, revistas e internet para respaldo científico deste trabalho. Na pesquisa de campo, a técnica utilizada foi através de questionário com perguntas objetivas e subjetivas, para posteriormente serem feitas análise quantitativa e qualitativa. A opção por questionários deu-se por ser um instrumento de coleta de dados que são preenchidos pelos informantes sem a presença do pesquisador. Assim sendo, o questionário destinado ao corpo docente que leciona a disciplina Ciências, continha exatamente sete perguntas, o questionário elaborado aos alunos tinha doze perguntas objetivas, as quais partiam diretamente ao foco do assunto. É importante ressaltar que as questões partiam das mais simples as mais complexas. O questionário foi aplicado em duas escolas distintas, na EMEF “Gov. Telles de Menezes” e na EMEF “Dulcimar Mesquita Brito Botelho”, com discentes da 5ª série, turma “A”. Em seguida foram analisados os livros didáticos: Carlos Barros e Wilson Paulino. Ciências: o meio ambiente, 5ª série. Editora Ática, 2007 e o de José Luiz Carvalho da Cruz. Projeto Araribá: ciências / obra coletiva. Editora Moderna. 5ª série.

RESULTADOS E DISCUSSÃO: A partir dos dados coletados percebeu-se que o quadro de professores das duas escolas é composto por profissionais bastante jovens, cuja formação foi excelente para cinqüenta por cento dos entrevistados e o restante a consideraram boa. Detectou-se que todos os professores utilizam o livro didático como recurso de ensino em suas aulas de Ciências: “O livro didático é um recurso bastante usual no ensino. Ele somente não é mais popular que o giz e o quadro-negro, o lápis e o caderno (...). Porém nem todos os professores estão satisfeitos com os livros didáticos disponíveis para o ensino” (FRACALANZA, 1986, p. 28). Os docentes acreditam que a escolha do livro didático deve ser feita por eles. Para os alunos, o que mais chama a atenção em um livro didático são as imagens, figuras ou fotografias seguida de conteúdo, eles realizam as experiências contidas nos livros de Ciências. Quanto ao mapa de conceitos, a maioria dos alunos não os conhece. Segundo Novak (1999, p. 154). “Os mapas conceituais ajudam na exploração do que os alunos já sabem: de certa forma mapa conceitual reflete uma aproximação da organização da estrutura cognitiva do aluno.”

CONCLUSÕES: Após a realização deste estudo, infere-se que a produção, escolha, utilização e avaliação do livro didático envolvem uma complexidade de agentes. A escolha dos livros didáticos, numa perspectiva democratizada deve estimular a definição de critérios que instrumentalizem o processo de escolha e fomentem a discussão sobre os caminhos da educação. É necessário que todos os professores de Tucuruí se interessem em participar da escolha dos livros didáticos a serem utilizados durante o ano, uma vez que são eles mesmos os usuários cotidianos de tais recursos de ensino tão importantes.

AGRADECIMENTOS:

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA: CRUZ, M.B.A. O ensino de História no contexto das transições paradigmáticas da história e da educação. In. NIKITIUK (org.), Repensando o Ensino da História, São Paulo, Cortez Editora, 2001, p. 68.

FRACALANZA, H. O ensino de ciências no primeiro grau el ali. — São Paulo: Atual, 1986.

NOVAK, J.D. & GOWIN, D.B. (1999, 2ed.) Aprender a Aprender. Tradução de
Carla Valadares do original Learning how to learn Cambridge University Press, 1984. Lisboa: Plátano Edições Técnicas.