TABELA GEOPERIÓDICA: MAPEANDO OS ELEMENTOS QUÍMICOS

ISBN 978-85-85905-25-5

Área

Ensino de Química

Autores

Silva Veigas, K.I. (IFMA) ; Coimbra Furtado, L. (IFMA) ; Gomes, J.E. (IFMA) ; Santos Rosa, L.K. (IFMA) ; Braga dos Santos, N. (IFMA) ; Araujo Rodrigues, I. (UFMA) ; Lemos Silva Vasconcelos, N.S. (IFMA) ; Muniz Ribeiro, R.L. (IFMA) ; dos Santos Cardoso, Z. (IFMA)

Resumo

A tabela geoperiódica surge unindo diversas áreas do conhecimento, com o intuito de aprimorar a compreensão acerca da tabela periódica atual, através de um modelo inovador que dinamiza o estudo da atual tabela. Dessa forma, para a sua construção, os procedimentos mais expressivos foram as pesquisas realizadas em sites governamentais, análises sobre a tabela atual e suas peculiaridades, aprofundando-se nas características químicas e físicas de cada elemento. Por intermédio das pesquisas, foi possível instigar discussões acerca da tabela, gerando indagações sobre este complexo organizado tão presente e de grande relevância no cotidiano.

Palavras chaves

Tabela geoperiódica; ensino de química; cienciarte

Introdução

O presente trabalho, responsável pela criação e apresentação da tabela geoperiódica, estruturada a partir de conhecimentos prévios sobre a tabela periódica atualizada, empenhou-se em organizar os elementos periódicos tendo como critérios fundamentais de elaboração uma diversidade de dados geográficos, abrangendo nações de todo o mundo. Assim, através da união entre as áreas da química (Lisboa et al., 2016) e da geografia (IBGE, 2017; PRINCIPAIS CIDADES DO PLANETA, 2019; CITY POPULATIONS WORLDWIDE, 2019) suas descobertas e alguns de seus conceitos fundamentais foram aprimorados com a integração de mapas políticos às características fundamentais dos elementos químicos contidos na tabela periódica. Dessa forma, diante da perspectiva de que os elementos periódicos são em sua essência repletos de curiosidades e peculiaridades que raramente são exploradas nas rotinas de estudo cotidianas, visou-se possibilitar um melhor e mais eficiente processo de aprendizagem da organização da tabela periódica. Com a união das áreas de conhecimento previamente citadas, buscou-se, proporcionar uma inovação e transformação praticamente absoluta à impressão generalizada da tabela como um instrumento completamente rigoroso e inflexível, além de promover uma ampla valorização de suas particularidades mais relevantes. A contribuição do tema para o âmbito escolar envolveu a dinamização do ensino e aprendizado da tabela periódica, incluindo a desconstrução de pré-conceitos atribuídos às suas singularidades, apontadas como complexas e de difícil compreensão. Deste modo, promovendo uma espécie de aproximação entre este importante instrumento e quem tenta explorá-lo, uma experiência anteriormente monótona, reconfigura- se em uma atividade significativamente produtiva com resultados mais desfrutáveis.

Material e métodos

A tabela geoperiódica foi construída baseada na substituição das características dos elementos da tabela periódica original e ainda de seus critérios de organização, de forma que houvesse a estruturação de um novo sistema de classificação baseado em características sociogeográficas de cidades ao redor do mundo. Para o novo modelo elaborado a renomeação dos elementos químicos foi realizada partindo de alguns princípios de substituição, são eles: 1. Para a renomeação dos elementos químicos: o nome original foi readequado ao nome de uma cidade que apresentasse sua letra inicial condizente com o símbolo do respectivo elemento químico. 2. Para o critério de organização e disposição dos elementos em ordem crescente (número atômico) foi transformado no número populacional da cidade escolhida para renomear o elemento, partindo de 2.000 habitantes no primeiro elemento (nº 1) até 1.400.000 habitantes no último elemento (nº118). 3. Para a nova definição de subníveis (s, p, d, f): esta característica recebeu suas alterações levando em consideração o nome dos 5 continentes com maior densidade populacional (África, América, Europa, Oceania e Ásia). 4. Para a organização grupos: o método empregado para relacionar os elementos com características semelhantes na disposição vertical incluiu o uso do idioma falado no país em que se encontra a cidade utilizada agrupando os elementos que possuem esse fator em comum. 5. Para as exceções: a) Hidrogênio: para destacar que suas características são diferentes dos elementos do seu grupo, foi utilizado um idioma que não corresponde ao utilizado na sua família. b) Metais de transição: a regra número 1 dos itens acima foi desconsiderada, seguindo apenas as regras de população, continente e idioma. c) Gases nobres: para identificar a estabilidade dos gases nobres em relação aos demais elementos foi utilizado uma ordem populacional crescente de cima para baixo, desconsiderando a ordem seguida pelo restante dos elementos. d) Metais representativos dos subníveis p (Europa): por se tratar de um continente com uma grande quantidade de idiomas, estes foram dispostos aleatoriamente, fugindo do padrão estabelecido na regra número 4. e) Metais de transição interna: para ressaltar a enorme densidade populacional do continente asiático, especialmente na China e no Japão, sendo estes países utilizados para a seleção das cidades que compõem os Lantanídeos e Actinídeos, respectivamente, tais elementos seguiram sua própria população e apresentam apenas uma língua cada. f) Elementos de número atômico 72 ao elemento de número 85, 87 e 88: estes elementos seguiram diretamente a população do elemento anterior à série dos Lantanídeos (Bário).

Resultado e discussão

Com a estruturação da pesquisa houve a necessidade de apresentá-la na VIII semana de Química, durante o I CIENCIART, na categoria Arte livre, evento realizado pelo Instituto Federal do Maranhão - Campus São Luís - Monte Castelo, no dia 18 de junho, em comemoração aos 150 anos de contribuição da tabela periódica para o desenvolvimento da ciência e educação. O CIENCIARTE proporcionou um espaço de amostra científica e cultural através da união entre arte e ciência, despertando o interesse pelo aprendizado e a criatividade de cada aluno. Os trabalhos foram avaliados por uma banca composta por três professores das áreas de Química e Arte. A “Tabela Geoperiódica: mapeando os elementos químicos” Figura 1, alcançou o 2° lugar na categoria na qual participou. Durante a exposição da tabela, discentes de cursos técnicos e ensino superior do campus mostraram-se interessados e curiosos, de forma que inúmeros questionamentos foram elaborados no decorrer da apresentação. A efeito de exemplificação, o motivo do posicionamento de cada elemento; a relação dos elementos com sua respectiva cidade, seu continente e seu idioma oficial; como cada particularidade da tabela foi organizada, o motivo pelo qual o hidrogênio recebeu um destaque em relação aos outros elementos da família; a diferença da organização de metais e não metais, dentre outros, foram os aspectos mais abordados e instigantes provindas do público ao passo em que as informações eram apresentadas.

Tabela Geoperiódica

Figura 1: (A) Tabela Geoperiódica exposta durante o Primeiro CienciArte, (B) Alunas do curso de Técnico em Edificações do IFMA, São Luís-Monte Castelo

Conclusões

Os resultados finais obtidos com o desfecho do trabalho tratado comprovaram a eficiência da pesquisa efetivada, com o pleno alcance e realização dos objetivos determinados nas etapas iniciais. A apresentação de um modelo de tabela periódica completamente inovador provocou a apreciação e curiosidade, anulando o paradigma da tabela periódica como um recurso inexplorável e estático. Em adição, percebeu-se o despertar do interesse por parte público que presenciou a exposição da tabela geoperiódica não exclusivamente acerca do exposto, mas também acerca de conceitos específicos relacionados à tabela periódica original e à organização geopolítica dos países abordados, aspectos antes considerados desinteressantes ou mesmo irrelevantes.

Agradecimentos

Referências

Lisboa, J. C. F.; Bruni, A. T.; Nery, A. L. P.; Bianco, P. A. G.; Liegel, R. M.; Ávila, S. G.; Ydi, S. J.; Locatelli, S. W.; Aoki, V. L. M.; Ser Protagonista, Química vol. 1; Edições SM Ltda, 2016.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Estimativa populacional dos municípios brasileiros. Rio de Janeiro, 2017.
https://ibge.gov.br/ acessado em 02 de Junho de 2019.
PRINCIPAIS CIDADES DO PLANETA. Disponível em: <http://geogeral.com/h/b/cid2.htm>. Acesso em: 04 de jun. 2019.
CITY POPULATIONS WORLDWIDE. Disponível em: <http://population.city/>. Acesso em: 05 de jun. 2019.

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