APLICAÇÃO DO GRUPO INTERATIVO NO ENSINO DE QUÍMICA COMO FERRAMENTA PARA O PROCESSO ENSINO E APRENDIZAGEM

ISBN 978-85-85905-25-5

Área

Ensino de Química

Autores

Sousa, S. (SEDUC) ; Maciel, F. (SEDUC) ; Assunção, L.D. (SEDUC) ; Reis, S.C. (CEIN DAYSE GALVÃO) ; Monteiro, J.P.D. (IFMA) ; Lopes, E.S. (IFMA) ; de Jesus, A.M.S. (IFMA) ; Moraes, A.S. (IFMA)

Resumo

Dinamizar a sala de aula se torna desafiador, principalmente em contextualizar o ensino buscando a melhoria na construção do saber em Química. O professor precisa direcionar o ambiente da sala de aula através das necessidades dos alunos, seus desafios e potencialidades. Assim, este trabalho parte de um relato de sala de aula acerca do papel do grupo interativo e sua ação no processo de ensino e aprendizagem, levando em consideração a participação da comunidades escolar e da família como meio motivacional no processo da construção do conhecimento. Desta forma, torna-se viável o professor assumir seu papel articulador no processo e o aluno o agente ativo na construção do conhecimento em Química.

Palavras chaves

Grupo interativo, ; Ensino de Química; Aprendizagemsignificativa

Introdução

A sala de aula é uma ambiente heterogêneo que apresenta multifacetas no tangente do processo de ensino e aprendizagem, assim, ela se torna um lugar propicio de desafios que visa a problematização como elemento mediador na construção do saber. Para Vasconcelos (1999) a construção do conhecimento da sala de aula ou fora dela, acontece por meio da interação e intervenção. É neste contexto que, o grupo interativo proporciona uma relação mais ativa do aluno, do professor e da participação do outro na formação de enunciados em química. O grupo interativo, na perspectiva Sócio Interacionista é realizado partindo na intervenção do outro (neste caso pode ser o professor, um adulto ou o aluno) para a construção e reconstrução do conhecimento partindo da interação, sendo assim, Vygotsky (2007) enfatiza que a aprendizagem ela ocorre através da intervenção com o meio social, partindo dos conceitos prévios do aluno aos mais articulados, onde segundo Ribeiro (2001), refere- se na capacidade do aluno desempenhar tarefas com auxílio do outro, o ponto em que ele pode alcançar em matéria de aprendizagem sob mediação do professor e dos colegas ao se solucionar problemas propostos a eles em situações cotidianas e em fluxos de aprendizagem. Assim, o objetivo dos grupos interativos na visão de (MELLO, BRAGA e GABASSA, 2012, p.126) são em “reforçar e acelerar a aprendizagem, por isso o conteúdo deve ser conhecido pelos participantes e cada grupo deve ter um tempo específico para a realização das atividades”. A partir daí, são expostos as dificuldades dos alunos e apresentação de soluções por meio de exercícios que são complementados através do diálogo reciproco entre os alunos e o professor mediador.

Material e métodos

Este trabalho foi desenvolvido na turma 101 do Centro Educa Mais Dayse Galvão de Sousa, Localizado em São Luís-MA. Sendo realizado em quatro etapas: 01. Mobilização para o grupo interativo: foi realizado uma mobilização inicial para que toda a comunidade escolar participasse juntamente com a comunidade local e os pais e responsáveis dos alunos; 02. Aplicação e contextualização de atividades direcionadas para os conteúdos de Química: foram abordados conteúdos relativo a tabela periódica e sua contextualização e problematização no ensino; 03. Dinamização e diálogo interativo: as atividades foram dinamizadas de forma que todos possam oportunizar os conteúdos e socializa-los; 04. Instrumentalização e aplicação de questionário: foi realizado a aplicação de um questionário fechado com questões que discutisse o grau de satisfação dos alunos no grupo interativo.

Resultado e discussão

As atividades foram realizadas em 5 grupos contendo, cada um deles, 7 alunos. Assim, na perspectiva do ensino europeu os grupos interativos tem como papel organizar a sala de aula em grupos que visa a dinamização do conhecimento (INCLUD-ED 2011), onde os alunos sob supervisão dos pais e professor realizam atividades de forma interativa. Desta forma, a participação do outro se torna imprescindível no desenvolvimento do processo de aprendizagem. Paulo Freire (1996) enfatiza o diálogo e a interação como ferramenta da teoria da ação dialógica, onde segundo ele é através do diálogo que nos construímos como pessoa. Após a resolução de problemas no grupo interativo, foi realizado em outro momento um questionário de cunho quantitativo, onde busca no papel do grupo interativo a importância de dinamizar o ensino. Então conforme mostra os gráficos abaixo (FIGURA 01), a maioria dos alunos gostaram da nova metodologia de ensino por grupo interativo, alegando que a socialização do conhecimento em química se torna mais satisfatório e a ajuda do outro na resolução de problemas é uma forma de aprender de forma divertida. Segundo Bandura (2008) a motivação é um elemento reforçador e reciproco no processo da aprendizagem. O grupo interativo traz um novo olhar na perspectiva de uma educação voltada para a contemporaneidade, assim, o professor deixa de ser o transmissor do conhecimento e se torna um articulador de soluções cabíveis para o conhecimento. De forma que, a presença dos pais otimiza os alunos a serem mais responsáveis, principalmente na motivação dos alunos em ser o agente principal do conhecimento em processo (FIGURA 02).

Aplicação e contextualização de atividades direcionadas para os conteú

Figura 1. Aplicação do questionário após as atividades do grupo interativo

Dinamização e diálogo interativo:

FIGURA 2. Instrumentalização dos conteúdos química sobre a tabela periódica.

Conclusões

Partindo do grupo interativo, pode-se perceber que a aprendizagem quando ela é dinamizada e contextualizada se torna mais interessante. Assim, a aprendizagem é significativa e motivacional quando o professor dispõe de ferramentas e metodologia em que busca o desenvolvimento e o desempenho do aluno partindo das competências e potencialidades que eles podem obter através de um ambiente integrador e dinamizador. Sendo assim, a sala de aula é um ambiente que se pode explorar tanto as dificuldades quanto os erros e potencialidades para a construção do saber em Química.

Agradecimentos

Agradecimentos á comunidade de aprendizagem, a secretaria de educação do estado do maranhão-SEDUC. E ao financiador pelo programa CAPES

Referências

FREIRE, Paulo. PEDAGOGIA DA AUTONOMIA: Saberes Necessários à Prática Educativa. Ed. 25. São Paulo: Terra e Paz, 1996.
INCLUD-ED. (2011). Actuaciones de éxito en las escuelas europeas. Madrid: Ministerio de Educación, IFIIE, European Commission, Estudios CREADE.
MELLO, Roseli Rodrigues de; BRAGA, Fabiana Marini; GABASSA, Vanessa. Comunidades de aprendizagem: uma outra escola é possível. São Carlos: EdUFSCar, 2012.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Construção do conhecimento em sala de aula. São Paulo, Libertad, 1999.
VYGOTSKY, L. S. A formação Social da Mente. Martins Fontes. São Paulo, 2007.
RIBEIRO, E.C. A prática pedagógica do professor mediador na perspectiva de Vygotsky. Universidade Candido Mendes – Instituto a vez do mestre, Rio de Janeiro, 2007. Disponível em http:// http://www.avm.edu.br/monopdf.

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