• Rio de Janeiro Brasil
  • 14-18 Novembro 2022

Formas alternativas de fabricação de microeletrodos e arranjo de microeletrodos visando aplicações no monitoramento ambiental

Autores

Medeiros, L.G. (UFRN) ; Melo, J.F. (UFRN) ; Martinez-huitle, C.A. (UFRN) ; Castro, P.S. (UFRN)

Resumo

Este trabalho consistiu na descrição de formas alternativas de confecção de microeletrodos utilizando matérias-primas de baixo custo a fim de monitorar espécies químicas em amostras ambientais. Encapsulamento de uma microfibra de carbono em resina epóxi e polimento mecânico de microchip de computadores obsoletos foram as estratégias de fabricação utilizadas empregadas. A caracterização dos sensores foi feita utilizando voltametria cíclica obtendo um perfil sigmoidal característico. Para melhorar a resposta analítica dos sensores, a modificação da superfície foi feita utilizando óxido de grafeno eletroquimicamente reduzido (ERGO). Os sensores construídos possuem vantagens como baixo custo, portabilidade, sensibilidade e possibilidade de análises utilizando pequenos volumes de amostras.

Palavras chaves

Fabricação microeletrodos; eletrodo modificado; monitoramento ambiental

Introdução

A busca atual pela potencialização da atividade industrial, bem como a crescente demanda da atividade agrícola, aliado à sistemas falhos de gerenciamento de resíduos, consequência do crescimento populacional nas últimas décadas, têm gerado aumento acelerado nas emissões de poluentes e a contaminação significativa dos recursos hídricos em diversas partes do mundo. Logo, o entendimento dessas ações e inferências dos efeitos causados por estas devem ser analisadas de modo a contribuir para sua adequação. Nesta esfera, os microeletrodos têm se mostrado uma importante ferramenta utilizada pelos cientistas, uma vez que estes são atrativos para monitorar espécies químicas contaminantes no meio ambiente de forma mais sustentável se comparada à outras metodologias analíticas (GUTIERREZ; PEDROTTI; MASSI, 2021). Uma das definições para microeletrodo (ME) é que estes dispositivos possuam, dentro de uma dada condição experimental, dimensão comparável ou menor que a da camada de difusão, δ. Tais dispositivos podem ser fabricados isoladamente ou em arranjos, possuindo as mais variadas geometrias e configurações (FABER et al., 2000). Além disso, microeletrodos podem ser fabricados com materiais condutores como Pt, Au, Cu, fibra de carbono entre outros alótropos. Microeletrodos na geometria de disco podem ser adquiridos comercialmente, contudo, a um custo que torna restritiva sua aquisição para uso em atividades de rotina e recursos financeiros limitados (FERTONANI; BENEDETTI, 1997). Dessa maneira, a compreensão das técnicas de construção e caracterização populariza seu emprego em química analítica e têm grande relevância em diversas áreas especialmente no monitoramento ambiental. Uma alternativa para a amplificação do sinal analítico produzido pelos microeletrodos é a utilização de arranjos de microeletrodos, que consistem em um conjunto de microeletrodos conectados em paralelo em um único dispositivo. Assim, é possível combinar as características vantajosas dos microeletrodos com um sinal de magnitude comparável à dos macroeletrodos (FABER et al., 2000). A fim de se obter uma nova geração de microeletrodos cada vez mais eficientes e atraentes para uso em eletroanálises e áreas afins, novas tecnologias de fabricação desses dispositivos vêm sendo desenvolvidas, bem como suas respectivas modificações a fim de torná-los mais versáteis, robustos e a um custo bastante acessível. Fato este que propiciou diversas novas pesquisas nesse campo nas últimas décadas, e promoveu uma nova gama de aplicações destes microssensores em diferentes áreas do conhecimento, contemplando, por exemplo, os setores alimentícios, biotecnológicos, ambientais e farmacêuticos (LOWINSOHN; BERTOTTI, 2006). Dentre as aplicações associadas ao uso de microeletrodos, podemos destacar: a utilização de microeletrodos para análise de resíduos de pesticidas em alimentos, água e solo (CARVALHO et al., 2020); no campo da neurobiologia com função investigativa a nível celular (KITA; WIGHTMAN, 2008); arranjo de microeletrodos como implante prostético para estímulo neural (CUI et al., 2019); monitoramento de fármacos em corpos hídricos (QUEIROZ, 2022); entre outros, exemplificando a importância desta área de pesquisa no contexto ambiental, econômico, social e da saúde. No tocante às modificações nos microssensores eletroquímicos, muitos estudos caminham no desenvolvimento de materiais à base de carbono, principalmente os nanomateriais de carbono, em especial o óxido de grafeno reduzido eletroquimicamente. A utilização deste tipo de material se dá em virtude das suas características eletroquímicas: promoção de uma maior área superficial, alta condutividade elétrica, alta capacidade de adsorção e efeito eletrocatalítico. Ademais, quando combinados com outros materiais de interesse, novas propriedades são associadas aos microssensores, de forma que as características dos materiais atuem de forma sinérgica melhorando a análise e desempenho analítico (GUTIERREZ; PEDROTTI; MASSI, 2021). A portabilidade, seletividade, alta sensibilidade, ampla faixa linear, facilidade de automação, baixo custo, viabilidade de medições em campo, obtenção de dados em tempo real e principalmente a possibilidade de miniaturização são algumas das vantagens que fazem estes dispositivos serem amplamente utilizados para quantificação de analitos ambientais e na área da saúde. Além disso, os métodos eletroquímicos se destacam favoravelmente uma vez que são gerados poucos resíduos através das análises desenvolvidas (CARVALHO et al., 2020). Diante o exposto, esse trabalho tem como objetivo destacar algumas formas alternativas de fabricação de microeletrodos e arranjo de microeletrodos utilizando a reciclagem de microchips de computadores obsoletos, assim como suas modificações e respectivas caracterizações, relacionando sua empregabilidade no monitoramento ambiental.

Material e métodos

Reagentes Os reagentes utilizados na caracterização e análise dos microeletrodos foram reagentes do tipo PA (para análise) da marca Sigma-Aldrich. As soluções foram preparadas com água destilada purificada através de sistema de osmose reversa (Permution–E. J. Krieger & Cia LTDA, 18 MΩ cm-1). Os reagentes utilizados foram: ácido sulfúrico, KOH, KCl e hexacianoferrato (III) de potássio. A resina utilizada para encapsulamento dos microeletrodos foi do tipo epóxi SQ 2119-PT (Avipol - SP). Equipamentos Para limpeza dos microeletrodos e do arranjo de microeletrodos de ouro (AuMA), foi utilizado o ultrassom Unique ltraCleaner 1450. As medidas eletroquímicas foram realizadas em um potenciostato Metrohm Autolab PGSTAT302N. Ademais, para poder efetuar as medidas eletroquímicas empregando os microssensores foi necessário a utilização de uma gaiola de Faraday, a qual foi previamente projetada e construída sob medida e aterrada juntamente ao potenciostato. Para caracterização óptica dos microeletrodos de fibra de carbono foi utilizado o microscópio Olympus BX51M. Fabricação do Microeletrodo de fibra de carbono A construção do microeletrodo de disco fibra de carbono consiste em um método simples de encapsulamento da microfibra em resina epóxi. Para tal, uma microfibra de carbono de aproximadamente 2 cm foi colada a um fio condutor de cobre de 10 cm, utilizando cola condutiva de prata (Joint Metal Comércio LTDA). Após a secagem, este conjunto foi cuidadosamente inserido em um suporte, como uma ponteira descartável de pipeta e o seu interior preenchido com a resina epóxi. O dispositivo foi deixado em repouso por 7 dias para completa polimerização e secagem do material. Após este período, o eletrodo foi polido em lixas d’água de diferentes granulometrias (de #1200 a #1500) para exposição e polimento do microdisco. Uma investigação minuciosa em microscópio óptico foi feita a fim de se evidenciar possíveis defeitos. Fabricação de arranjo de microeletrodos de ouro (AuMA) Para a montagem do dispositivo foram utilizados microchips de computadores obsoletos. A fabricação consistiu inicialmente na criação do contato elétrico através de um fio de cobre transpassado aos pinos laterais do microchip. Em seguida, a superfície entre os pinos e o fio de cobre foi recoberta com a cola condutiva de prata. Finalizada a secagem, o microchip foi revestido com resina epóxi, isolando a parte condutora. Após a completa polimerização e secagem do material, os microchips foram polidos mecanicamente com lixa d’água de diferentes granulometrias (de #80 a #1500), para exposição do arranjo de ouro. Uma vez exposta, o acabamento final foi obtido através do polimento utilizando suspensão de alumina (AROTEC Al2O3 − 0,3 μm), diluída a 1:10 com água destilada. Entre as etapas de polimento mecânico do microchip, o sistema era lavado com água corrente e posto em banho de ultrassom, por 5 min, para eliminação de possíveis resíduos

Resultado e discussão

Fabricação de microeletrodos A Figura 1 mostra as etapas do procedimento experimental empregada na fabricação do microeletrodos de fibra de carbono (Fig. 1A) e arranjo de microeletrodos de ouro - AuMA (Fig. 1B). Verificação do funcionamento dos microssensores eletroquímicos Para a realização das medidas eletroquímicas foi empregado uma célula estacionária contendo três eletrodos. Como eletrodo de referência foi utilizado Ag/AgCl/KCl(3M), o contra eletrodo um fio de platina, e o eletrodo de trabalho o microeletrodo ou arranjo de microeletrodos de ouro confeccionados. Os testes para verificação do funcionamento dos microdispositivos fabricados foram realizados utilizando uma solução contendo uma espécie mediadora conhecida, (K3[Fe(CN)6]), de concentração 10 mmol/L em KCl 100 mmol/L como eletrólito suporte. Logo, foram executadas análises voltamétricas utilizando voltametria cíclica para verificação dos resultados e sua comparação com os dados descritos na literatura. Caracterização do microeletrodo de microfibra de carbono Inicialmente, os microeletrodos foram minuciosamente examinados no microscópio óptico para a observação de imperfeições na sua estrutura e controle de qualidade. Este controle é um dos pontos importantes a serem observados na construção do microeletrodo, pois a presença de qualquer imperfeição introduz problemas associados à resistência ôhmica que resultam na distorção das curvas voltamétricas, dificultando a interpretação correta dos resultados (FERTONANI; BENEDETTI, 1997). Dessa forma, foi possível observar e retificar por exemplo: as condições de selagem - a presença de bolhas na selagem da resina epóxi; bem como as características das bordas do microdisco - se a microfibra de carbono estava na posição correta para posterior modificação de sua superfície. Ao analisar os voltamogramas obtidos pelo microeletrodo de fibra de carbono em solução de ferricianeto de potássio (K3[Fe(CN)6]), de concentração 10 mmol/L em KCl 100 mmol/L foi observado a forma de sigmóide, resposta típica deste tipo de dispositivo em condições de estado estacionário. O perfil sigmoidal – Figura 2A descreve as principais características do microeletrodos, as quais destacam-se: efeito de capacitância reduzida; obtenção de estado estacionário para um processo faradáico mais rápido; e efeitos da resistência de solução reduzidos (SILVA et al., 2009). Fatos estes que ocorrem devido às dimensões dos microeletrodos de fibra de carbono serem da mesma ordem que as da camada de difusão. Utilizando a corrente limite do estado estacionário foi possível calcular o raio do microeletrodo utilizando a seguinte equação: i = 4nFDCr onde i é a corrente limite do estado estacionário (A), n é o número de elétrons envolvidos na reação, F é a constante de Faraday (96485 C/mol), D é o coeficiente de difusão da espécie eletroativa utilizada (6,7 x10-6 cm2/s), C é a concentração da espécie eletroativa utilizada (10 x 10-6 mol/cm-3) e r é o raio do microeletrodo (cm). Desta forma, para uma corrente de 14 pA, temos que o raio do microeletrodo foi de 5,4 μm. Este valor concorda com dados da literatura, nos quais o raio da fibra de carbono varia entre 3 e 8 μm. Caracterização do arranjo de microeletrodos de Au (AuMA) A princípio foi investigado o comportamento eletroquímico característico do arranjo de microeletrodos de ouro (AuMA) sem qualquer modificação eletroquímica em sua superfície. Para tal, foi utilizada a técnica de voltametria cíclica com velocidade de varredura de 30 mV/s e janela de potencial variando em -0,2 à +1,6 V em solução de ácido sulfúrico 0,05 mol/L. Ao analisar o voltamograma obtido na Fig. 2B foi possível observar dois picos característicos, um pico anódico em torno de 1,2 V e outro catódico ao redor de 0,9 V, atribuídos à formação e redução de óxidos de ouro, respectivamente. Além disso, ainda na Fig. 2B (inset) podemos observar que o perfil voltamétrico de um macroeletrodo de ouro comercial (3 mm de diâmetro) foi bem parecido com o perfil observado no AuMA. Além de caracterização, o tratamento do arranjo de microeletrodos de ouro em H2SO4 também desempenha função de limpeza eletroquímica. Uma segunda etapa da caracterização destes microssensores foi feita utilizando mais uma vez voltametria cíclica em solução de (K3[Fe(CN)6]), 10 mmol/L em KCl 100 mmol/L. Na Fig. 2C podemos observar um perfil sigmoidal com uma corrente de estado estacionário na ordem de 5 μA típica da junção de todos os microeletrodos que constituem o arranjo e que forma o dispositivo. Modificação da superfície do arranjo de microeletrodos de Au (AuMA) O grafeno apresenta propriedades atraentes na área eletroanalítica para uso em modificações de microssensores eletroquímicos. Dentre as propriedades únicas descritas pelo material destacam-se: alta mobilidade eletrônica; grande área superficial específica; e alta condutividade elétrica. Entre as diversas rotas de síntese utilizadas para fabricação do grafeno, a mais favorável devido seu baixo custo e alta eficiência é a que consiste no produto químico da oxidação do grafite para formar o óxido de grafeno (GO) e sua posterior redução eletroquímica, resultando no óxido de grafeno eletroquimicamente reduzido (ERGO) (GOLINELLI, 2015). A modificação empregada na superfície do arranjo de microeletrodos de Au neste trabalho utilizou o óxido de grafeno obtido e caracterizado pelo Laboratório de Síntese de Polímeros (LSPol-UFRN) em parceria com o Laboratório Interdisciplinar de Processamento de Pós (LIPP-UFRN). Uma suspensão do material foi preparada na concentração de 0,5 mg/mL utilizando água como solvente e deixada sob banho ultrassônico por 1h para completa dispersão. Para garantir a uniformidade da modificação da superfície do AuMA foi utilizada a técnica de dropcasting, a qual consistiu na aplicação de 50 μL da suspensão de óxido de grafeno (GO) sob a superfície do dispositivo. O sistema foi deixado fixo para secagem durante 24h formando GO/AuMA. Para melhorar a performance das análises foi feita a redução eletroquímica do óxido de grafeno (ERGO) utilizando a cronoamperometria com os seguintes parâmetros: aplicação de -0,9 V por 250 s. Este procedimento foi repetido por mais duas vezes formando o ERGO/AuMA. Em seguida, um voltamograma cíclico foi obtido em solução de K3[Fe(CN)6]), 10 mmol/L em KCl 100 mmol/L para avaliação do perfil eletroquímico como mostrado na Fig. 2D.

Figura 1



Figura 2



Conclusões

A metodologia de fabricação dos microeletrodos propostos neste trabalho pode ser considerada simples, rápida, de alta reprodutibilidade e baixo custo. Desta forma, o desenvolvimento de metodologias analíticas empregando sensores eletroquímicos pode ser utilizado em diversos laboratórios de pesquisa. Para todos os dispositivos fabricados e investigados observou-se um comportamento característico de microeletrodos, facilidade de polimento da superfície e ótimo desempenho após modificação. Desta forma, o emprego dos sensores no monitoramento ambiental pode ser considerado promisso visto a possibilidade de medições em campo e utilizando pequenos volumes de amostra.

Agradecimentos

Os autores agradecem à UFRN, ao Laboratório de Eletroquímica Ambiental e Aplicada (LEAA), à Central Analítica do Instituto de Química-UFRN e ao PIBIC/CNPq pelo apoio financeiro.

Referências

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FERTONANI, F.; BENEDETTI, A. Microeletrodos: I. Construção e caracterização. Eclética Química, v. 22, n. 0, p. 147-169, 1997.
GOLINELLI, D. Síntese e caracterização do dispositivo eletroquímico baseado em nanopartículas de prata suportadas sobre grafeno para análise de antibióticos em efluentes. Mestrado—[s.l.] Universidade de São Paulo, 2015.
GUTIERREZ, M.; PEDROTTI, J.; MASSI, M. Sensores Eletroquímicos baseados em nanomateriais de carbono para detecção de poluentes ambientais: uma revisão. Congresso Online de Engenharia de Materiais. Anais...São Paulo: 2021. Acesso em: 18 ago. 2022
KITA, J.; WIGHTMAN, R. Microelectrodes for studying neurobiology. Current Opinion in Chemical Biology, v. 12, n. 5, p. 491-496, 2008.
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QUEIROZ, J. Desenvolvimento de sensores eletroquímicos miniaturizados para o monitoramento de espécies de relevância ambiental. Doutorado [s.l.] Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2022.
SILVA, F.S.; FIORUCCI, A. R.; BENEDETTI FILHO, E.; ARRUDA, G. J. Aplicação de microeletrodos de fibra de carbono para a detecção voltamétrica do pesticida bentazon. In: Anais do Encontro de Iniciação Científica, 2009, Dourados-MS. Anais do Encontro de Iniciação Científica, 2009. v. V1. p. 2085.

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