• Rio de Janeiro Brasil
  • 14-18 Novembro 2022

Aprendendo química no período remoto

Autores

Yamaguchi, K.K.L.Y. (ISB/UFAM) ; Rodrigues, C.N. (ISB-UFAM) ; Yamaguchi, H.K.L. (IFAM)

Resumo

Os conceitos de Química estão presentes no cotidiano, porém nem sempre os discentes conseguem fazer essa associação. O objetivo desse artigo foi apresentar um relato sobre uma atividade de aplicação dos conceitos de química utilizando ferramentas tecnológicas didáticas como forma de contribuição para a popularização dos conhecimentos de Ciências. Como metodologia, foram elaborados vídeos de curta duração, folders e publicações apresentando os conceitos químicos aplicados ao cotidiano. Os materiais elaborados foram publicitados nas redes sociais que foram criadas para o projeto. O projeto contribuiu para a aprendizagem de química, promovendo assim, uma aquisição de conhecimento para os alunos, associação da teoria com a prática e motivação para formação de cidadãos críticos e reflexivo

Palavras chaves

Rede social; TIC; Ensino Remoto

Introdução

A química é uma ciência que permeia todas as áreas do conhecimento e envolve conceitos, reações químicas e transformação da matéria, contribuindo de forma considerável para o avanço e desenvolvimento social e tecnológico da humanidade (SCHNETZLER, 2003). Porém, nem sempre os discentes conseguem aplicar o que estudam de forma teórica com a sua Vicência cotidiana (YAMAGUCHI; SILVA, 2019). Ela é parte integrante da grade curricular do Ensino Médio e de alguns cursos universitários, e busca de forma geral, desenvolver o conhecimento científico e a compreensão dos fenômenos químicos. Os conhecimentos obtidos possuem finalidade educativa para a formação de bases científicas e vai além, preparando os discentes para serem cidadãos mais críticos e reflexivos (BRASIL, 2018). A popularização dos conhecimentos científicos por tecnologias digitais vem sendo crescente ao longo dos anos por propiciar flexibilidade e conseguir atender a demanda de uma maior quantidade de estudantes, minimizando os impedimentos geográficos que algumas cidades apresentam (FIORI, 2020; YAMAGUCHI, 2021). Além disso, são materiais de apoio que fortalecem os conteúdos teóricos estudados em sala de aula (SAMPAIO, 2020). Para isso, as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) são ferramentas essenciais como recursos didáticos para propagar os conhecimentos. Entre elas tem-se o uso de plataformas virtuais, vídeos, redes sociais, entre outros (VERGNA; SILVA, 2018). Existem inúmeras discussões sobre o ensino da química, suas dificuldades de aprendizagem, a formação dos professores e as metodologias didáticas que podem colaborar com um ensino que visa maior compreensão dos conteúdos, de forma que o ensino possa ser útil para a formação do indivíduo como um todo (SCHNETZLER, 2002). O objetivos geral do projeto foi divulgar os conceitos de química aplicados ao cotidiano utilizando ferramentas tecnológicas para a popularização dos conhecimentos de Ciências. Os objetivos específicos foram elaborar materiais didáticos digitais sobre a aplicação dos conceitos químicos no cotidiano; Divulgar os materiais didáticos elaborados nas redes sociais; Aproximar a química teórica do cotidiano dos alunos; Assim, esse projeto de extensão buscou contribuir para a aprendizagem de química, promovendo assim, uma aquisição de conhecimento para os alunos, associação da teoria com a prática e motivação para formação de cidadãos críticos e reflexivos.

Material e métodos

O percurso metodologico consistiu no desenvolvimento de tecnologias digitais, adotando como sujeitos alvos alunos do Ensino Médio. As atividades realizadas foram: 1) Reuniões com os participantes Nessa etapa a coordenadora realizou reuniões em plataformas virtuais para a apresentação da equipe e planejamento das atividades. Foi realizado um cronograma para publicação e propostas envolvendo as três áreas: a) Química do cotidiano; b) curiosidades em química; c) aprendendo química. Em sequência foi criado um grupo no WhatsApp, uma conta no e-mail, uma conta no Instagram e outra no Youtube. 2) Elaboração de materiais didáticos: Os discentes extensionistas elaboraram materiais digitais sobre aplicação do Ensino de Química no cotidiano e sua relação com estudos científicos baseados em pesquisa bibliográfica. 3) Divulgação: Houve a publicitação dos materiais elaborados de forma semanal nas redes sociais do projeto. Nas plataformas foi disponibilizado um canal de atendimento para esclarecimentos sobre as temáticas químicas apresentadas nas publicações semanais. A metodologia empregada na divulgação consistiu em imagens e vídeos relacionadas com os elementos químicos da tabela periódica bem como da química em geral, sendo sempre acompanhadas de uma breve descrição das imagens e a explicação dos mecanismos e reações.

Resultado e discussão

As redes sociais são plataformas populares com potencial para atingir uma grande quantidade de indivíduos. No entanto, poucos são os projetos e estudos que focam o processo de aprendizagem no ensino de química, em ambientes fora de um contexto não-formal de ensino por meio desta rede social (MARTINS, 2021). Durante o desenvolvimento do projeto, as atividades desenvolvidas convergiam para as etapas descritas na metodologia, baseando-se no planejamento, elaboração e divulgação. Pode-se trabalhar nas 4 habilidades: produção e compreensão dos conceitos científicos, compreensão e produção dos recursos didáticos com aplicação de situações de prática voltadas a contextos do cotidianos. Foram realizadas 30 publicações: publicações nos feeds, stories e vídeos, e apresentou interação com 113 seguidores. Os resultados demonstram a contribuição das redes sociais como uma forma de atuar como um incentivador na atenção e interesse pelos fenômenos químicos presentes no cotidiano. A aplicação do projeto trouxe uma nova experiência de ensinar a química através do ensino remoto, que foi um grande desafio para todos os participantes, discentes e docentes. Durante a execução das atividades os discentes puderam desenvolver materiais didáticos que contribuíram para que os conceitos químicos pudessem ser popularizados, despertando motivação e apresentando de forma aplicável os dados científicos. O público alvo inicialmente foi idealizado para ser discentes do Ensino Médio, visando a divulgação dos conteúdos estudados no ensino básico. No entanto, com o desenvolvimento das atividades, verificou-se que o público foi amplo, abrangendo professores das escola públicas, graduandos e professores universitários. Esses resultados demonstram o interesse do público pelo conhecimento dos conteúdos e a importância da divulgação científica em uma linguagem acessível e com conhecimentos que ultrapassam os exemplos ministrados em sala de aula. Verificou-se com a pandemia que as tecnologias de informação e comunicação utilizando mídias digitais foi uma estratégia descrita por diversos pesquisadores e que apresentou resultados favoráveis (LAUERMANN, 2020). Esse pace permitiu que fosse trabalhado de uma maneira mais didática, para o público em geral, conceitos químicos presentes no cotidiano. Nessa perspectiva, as redes sociais configuraram-se como espaço de geração de dados sobre a proposta de ensino-aprendizagem em química no contexto virtual.

Conclusões

Observou-se que o uso das ferramentas virtuais(instagram, whatsapp e Youtube) oportunizou a criação de atividades com foco em aplicações químicas e proporcionou ganhos de aprendizagem por meio de experiências em um contexto não formal como a rede social. Para os extensionistas foi uma oportunidade para ter o contato com o público externo, respondendo as dúvidas e atuando na prática docente.

Agradecimentos

A Proext e a UFAM

Referências

BRASIL. Base Nacional Curricular Comum: área de Ciências da natureza e suas tecnologias. 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/historico/BNCC_EnsinoMedio_embaixa_site_110518.pdf
FIORI, Raquel; GOI, Mara Elisângela Jappe. O Ensino de Qui´mica na plataforma digital em tempos de Coronavi´rus. Revista Thema, v.18, n. especial, p. 281-242, 2020.
LAUERMANN, B.; ROBERTO BRUDNA HOLZLE, L. O USO DO INSTAGRAM NA DIVULGAÇÃO DA QUÍMICA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 7, n. 3, 14 fev. 2020.
MARTINS, S. T. de A. (2021). DINAMIZANDO O ENSINO DE INGLÊS EM TEMPOS DE PANDEMIA: EXPERIÊNCIAS DE ENSINO ATRAVÉS DO INSTAGRAM DE UM PROJETO DE EXTENSÃO . fólio - Revista De Letras, 12(2). https://doi.org/10.22481/folio.v12i2.7423
SAMPAIO, Renata Mauri´cio. Pra´ticas de ensino e letramentos em tempos de pandemia da COVID- 19. Research, Society and Development, v. 9, n. 7, 2020
SCHNETZLER, Roseli Pacheco; ARAGÃO, Rosália Maria Ribeiro. Importância, sentido e contribuição de pesquisas para o ensino de Química. Revista Química Nova na Escola, n. 1, p. 27-31, mai. 1995.
VERGNA, Marcia; SILVA, Anto^nio. “Formac¸a~o dos professores para o uso das tecnologias da informac¸a~o e comunicac¸a~o”. Revista Intersaberes, v. 13, n. 28, 2018.
YAMAGUCHI, Klenicy Kazumy de Lima; SILVA, Jath da Silva. Avaliação das causas de retenção em Química Geral na Universidade Federal do Amazonas. Química Nova, v. 42, n. 3, p. 346-354, 2019.
YAMAGUCHI, Klenicy Kazumy de Lima. Ensino de química inorgânica mediada pelo uso das tecnologias digitais no período de ensino remoto. Revista Prática Docente, 6.2: e041-e041, 2021.

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