• Rio de Janeiro Brasil
  • 14-18 Novembro 2022

ESTUDO TEÓRICO DAS PROPRIEDADES TERMODINÂMICAS NAS REAÇÕES ISÓDESMICAS DE COMBUSTÃO DE DIBORANO COMO COMBUSTIVEL DE FOGUETE

Autores

Ferreira, L. (UEMA) ; Santos, P.L.L. (UEMA) ; Silva, L.G.P. (UEMA) ; Gomes, T.F. (UEMA) ; Gonçalves, J.C.S. (UEMA) ; Oliveira, A.L.T. (UEMA) ; Fernandes, R.M.T. (UEMA) ; Khan, A. (UEMA)

Resumo

O uso dos combustíveis fósseis aconteceu paralelamente ao início da Revolução Industrial. O álcool, à base de cana-de-açúcar, fora o primeiro combustível renovável a ser utilizado em larga escala, e em comparação aos derivados do petróleo. Outrora outra substância que também vem se destacando como propelente, é o um composto hidreto do boro. Pesquisas trouxeram à tona, a relevância da utilização do diborano como combustível aeroespacial. A partir desses comentários acerca da importância do etanol e do diborano, como combustíveis promissores, no que tange as pesquisas na área aeroespacial que este trabalho surge. Nesta perspectiva este estudo é uma tentativa de avaliar as características das propriedades de termodinâmicas.

Palavras chaves

Termodinâmica; Diborano ; DFT

Introdução

O uso dos combustíveis fósseis aconteceu paralelamente ao início da Revolução Industrial, com o advento da máquina a vapor e locomotivas, que utilizavam como energia o carvão mineral. Esse combustível é formado pela fossilização da madeira, que vai perdendo água, dióxido de carbono e metano com o passar do tempo, o que produz uma mistura de substâncias complexas ricas em carbono, cujo pode variar de acordo com seu tempo de formação e maturidade, podendo ser classificado de acordo com o teor de carbono e poder calorífico. (ROCHA et.al., 2013) Nessa perspectiva e preocupado com os danos nocivos ao meio ambiente, o Brasil vem se destacando em pesquisas acerca dos biocombustíveis. Fontes naturais como o bagaço de cana de açúcar tem se mostrado viável do ponto de vista econômico e na produção do etanol. (GONÇALVES, 2010) Outrora outra substância que também vem se destacando como propelente, é o um composto hidreto do boro. Pesquisas que datam de meados de 1947, 1948 e 1952 trouxeram à tona, a relevância da utilização do diborano como combustível aeroespacial. Isso porque este composto apresenta boas propriedades como o seu manuseio, armazenamento, ignição, qualidades de combustão e não se pode deixar de lado o seu ponto de ebulição. Nesta perspectiva este estudo é uma tentativa de avaliar as características termodinâmicas, em busca de determinar os parâmetros de taxa para a reação de dissociação primeira e abstração nas reações de decomposição térmicas das moléculas de interesses , das matérias de alta energias conhecidas como propelentes ou combustíveis especiais.

Material e métodos

Inicialmente, as moléculas foram modeladas usando a programa Gaussview 5.0, considerando os dados experimentais para as ligações de cada molécula de interesse B-B, B-H, B-O, O-O, H-H, O-H. Todos os cálculos foram calculados pelo programa Gaussian utilizando método DFT (B3LYP) com função de base cc-pVTZ. Os cálculos das reações foram computados em temperaturas distintas de 100K, 298K, 500K e 1000K, assim fora possível extrair do arquivo de saída do Gaussian 09 as propriedades termodinâmicas tais como Variação de entalpia, Energia Livre de Gibbs. As grandezas termodinâmicas foram calculadas tomando como base a diferença entre produtos e reagentes.

Resultado e discussão

Verificou-se que as reações I, II e III são exotérmicas. Geralmente, para reações exotérmicas, ocorre diminuição de entalpia quando há aumento de temperatura. A variação de entalpia é definida termodinamicamente como sendo a quantidade de calor trocada a pressão constante. Para representar que o calor foi liberado uma das formas utilizadas é ∆H<0. Consequentemente para reações endotérmicas utiliza-se ∆H>0. Comparando as reações I e II é possível observar que enquanto a quantidade de calor liberada vai diminuindo com o aumento da temperatura na reação I, o que é esperado, a quantidade de calor liberada na reação II vai aumentando. A variação de entropia é uma grandeza termodinâmica referente ao grau de desordem dos sistemas. Nas reações químicas é possível inferir que houve aumento ou diminuição de entropia através do sinal. Processos que ocorrem com aumento de entropia são representados por ∆S>0 e processos que ocorrem com diminuição de entropia são representados por ∆S<0. A reação I ocorrem com aumento de entropia enquanto as demais ocorrem com diminuição de entropia. Na reação II e III observa-se um comportamento que não atende ao padrão. O aumento de temperatura de 500 K para 1000 K provoca diminuição de entropia. A variação de energia livre de Gibbs em reações exotérmicas com aumento de entropia, como no caso da reação I, o aumento da temperatura torna a reação mais espontânea. A reação II com aumento de temperatura diminui sua espontaneidade por fim na reação III perde a espontaneidade com o aumento da temperatura, porém em 1000K volta ao seu valor inicial.

Tabela 1

Reações Isodésmicas das moléculas de estudo

Tabela 2

Resultados Termodinâmicos das reações na temperatura de 100K, 298K, 500K e 1000K

Conclusões

De posse dos resultados concluímos que a técnica de reação isodésmica tem muito sucesso em determinar os tipos de reações de combustão, e nos ajudou a esclarecer quais das reações estão envolvidas na absorção do calor produzido durante o processo. Observou-se que as reações I, II e III são reações com alto valor da variação da energia de Gibbs (negativa) e que liberam alta valor de energia para o meio.

Agradecimentos

À UEMA pela concessão da bolsa e pelo fomento da pesquisa. Ao Laboratório de Físico-Química da UEMA, e ao professor Alamgir Khan.

Referências

ROCHA, Gisele Olímpio da. Et.al QUÍMICA SEM FRONTEIRAS: O DESAFIO DA ENERGIA. Quim. Nova, Vol. 36, No. 10, 1540-1551, 2013.

GONÇALVES, Fernando dos santos. Petróleo e Combustíveis Industriais: Mercado e Aplicações. Trabalho de Conclusão de Curso de Engenharia Química. Universidade Federal do rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2010.

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