TÍTULO: ANÁLISES FITOQUÍMICA DA FAMÍLIA EUFHOBIACEAE EM FOLHAS, CAULES E RAIZES NA CIDADE DE CAXIAS, MARANHÃO, BRASIL

AUTORES: MIRANDA, F. A. A. (UEMA)

RESUMO: O estudo das plantas ativa nossas idéias, refletindo sobre os conceitos de saúde, doença e tratamento. Objetivou-se com essa pesquisa fitoquímica conhecer os constituintes químicos identificar algumas metabólitos secundários da espécie Phyllanthus SP. Para o desenvolvimento do trabalho foram feitas coletas na Cidade de Caxias, Maranhão. O material coletado foi prensado e a outra parte foi exposta à secagem à temperatura ambiente. O material foi extraído com etanol (92,8%). Para as análises fitoquímicas, obtivemos à presença dos metabólitos secundários estudados: para testes químicos dos alcalóides, foram todos positivos, tanto na primeira extração como na segunda. Já os esteróides/triterpenóides foram positivos tanto para folha e caule e negativo para raiz.

PALAVRAS CHAVES: eufhobiaceae; fitoquímica; metabólitos secundários.

INTRODUÇÃO: O estudo da fitoquímica está cada vez mais se difundindo a procura de novos constituintes químicos, como por exemplo, esteróides/triterpenóides, alcalóides dentre outros. Os esteróides fazem parte da classe dos lipídios (ciclopentanoperidrofenantreno), exercendo uma função terapêutica como regulador de hormônios. Acumulam-se em certos tecidos no seio da célula ou de reservatórios de essência, sob a epiderme dos pêlos, das glândulas e dos espaços intracelulares. São extraídas de plantas frescas ou secas, mediante destilação por vapor de água, extração pura e simples, e outras técnicas (por pressão, por absorção). Os Alcalóides constituem classe de metabólitos secundários representada por um número muito grande de substâncias estruturalmente muito diversas e, portanto, difícil de ser definida quimicamente (SIMÕES, 2001). Seus efeitos, segundo Miranda et. al (2004), são diversos, dentre os quais: antiinflamatório, citotóxico, hipotensor, antiespasmódico, broncodilatador, e outros. A medicina emprega-os normalmente em estado puro e o seu valor apenas se revela quando usados adequadamente pelos médicos. MEDEIROS et. al (2000) explica que a ação farmacológica determinará a interligação entre o princípio ativo da planta e a química do indivíduo. O princípio ativo é definido mediante preparo da planta, a forma de consumo e a dosagem. O objetivo foi de realizar testes químicos qualitativos com avaliação quantitativa aproximada, para a classe de metabólicos secundários esteróides/triterpenóides e alcalóides da espécie Phyllanthus sp. O desenvolvimento desta pesquisa virá solidificar a linha de pesquisa em fitoquímica, através do estudo dos constituintes químicos da espécie phyllanthus sp da zona urbana de Caxias, Maranhão.

MATERIAL E MÉTODOS: A coleta do material botânico foi realizada no período de junho e julho de 2007. As determinações da espécie foram realizadas no campo quando possível, e no laboratório de Biologia Vegetal do CESC/UEMA, com auxílio de literatura especializada. Após a coleta, o material vegetal foi posto para secar a temperatura ambiente, e em seguida pulverizado em moinho artesanal, ficando reduzido a um pó fino. Cerca de 40g de cada amostra foram submetidos à extração por maceração com etanol a 92,8% (100 mL) por 48 horas e colocado em recipiente, posteriormente, foram feitas a segunda extração de 100 mL por mais 48 horas sem aquecimento. Quanto aos testes químicos foram realizados no Laboratório de Química do CESC/UEMA, com adaptações das metodologias de Honda et al. (1990) e Matos (1997), por Miranda et al. (2006). Nas análises de esteróides/triterpenóides, foram colocados 2 mL de extrato etanólico 92,8% em um tubo de ensaio e acrescido 2 mL de clorofórmio. A solução clorofórmica foi filtrada gota a gota em um funil com uma bolinha de algodão, e com 1,2 miligramas de sulfato de sódio anidro (Na2SO4) para um tubo de ensaio seco. Adicionou-se 1,0 mL anidrido acético, agitando-se suavemente em seguida, e juntou-se cuidadosamente 3 gotas de ácido sulfúrico (H2SO4 ) concentrado. Para as análises de alcalóides, dois mL de extrato etanólico 92,8% foram colocados em tubo de ensaio e alcalinizado com 15 gotas de solução de hidróxido de sódio (NaOH) a 1% e acrescentados 5 mL de água (H2O). A fração aquosa foi desprezada e a fração clorofórmica foi acrescida de 15 gotas de ácido clorídrico (HCl) a 1% e extraída com 5mL de água (H2O). Essa fração clorofórmica foi desprezada, e o teste foi realizado com 3 gotas do reagente de Dragendorff.

RESULTADOS E DISCUSSÃO: De acordo com as análises fitoquímicas, foi possível identificar a presença dos metabólitos secundários conforme o uso medicinal de cada espécie utilizada pela população de Caxias, Maranhão. A tabela 1 mostra os resultados para esteróides/triterpenóides e alcalóides.


Quanto à presença de esteróides/triterpenóides, no primeiro e segundo extratos mostraram resultados semelhantes, diferenciando-se somente no caule da amostra Phyllanthus sp 4.2, que foi negativo segunda extração, mas apresentando-se positivo na amostra 4.1. Provavelmente, na amostra do caule 4.2, o metabólitos secundário analisado teve sua atividade comprometida com a sua diluição. Observou-se o resultado positivo nas folhas de todas as amostras. A raiz da amostra 2.2 foi a única em que o resultado foi positivo em ambos os extratos (tab 1).
Nas análises fitoquímica dos alcalóides tanto na primeira extração como na segunda extração mostraram positivos.



CONCLUSÕES: De acordo com os testes químicos realizados, foi possível observar que a espécie medicinal utilizadas pela população para fins terapêutico apresentaram um percentual significativo de esteróides/triterpenóides na planta analisada. Observou-se que os Alcalóides estão muito bem distribuídos em todas as regiões espécie phyllanthus sp na Cidade de Caxias, Maranhão.

AGRADECIMENTOS: Ao CESC/UEMA e o RBCEM.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA: REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

HONDA, Neli Kika. et al. Estudos químicos de plantas de Mato Grosso do Sul I: tipagem fitoquímica. Campo Grande – MS: EUFMS, 1990.
MATOS, F. J. Abreu. Introdução à fitoquímica experimental. 2. ed. Fortaleza: UFC, 1997. MEDEIROS, Lis Cardoso Marinho. As plantas medicinais no cuidar da infância: um guia teórico-prático. Teresina, EDUFPI, 2000.
MIRANDA, F. A. A. et al. Tipagem Fitoquímica de Espécies Nativas do Parque Estadual do Mirador, Maranhão. II Simpósio desenvolvimento do trópico Ecotonal do Nordeste: Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, PRODERMA/TROPEN/UFPI, ISSN 1806-1982, 2006.
SIMÕES, C.M.O. et al. Farmacognosia: da planta ao medicamento. 3ª Ed.rev. Porto Alegre/Florianópolis: ED. Universidade/Ed. da UFSC, 2001.