Autores

Jesus, C.A.F. (IFRJ-NILÓPOLIS) ; Messeder, J.C. (IFRJ-NILÓPOLIS)

Resumo

O principal objetivo deste trabalho foi usar o tema química capilar como norteador, a fim de propagar o ensino da química fora da academia. Realizou- se uma intervenção num evento chamado EncresKids (RJ), a partir da roda de conversa. Os dados obtidos foram avaliados através da Análise Textual Discursiva (ATD). Os resultados possibilitaram um texto que tratava sobre química capilar, alisamento, saúde e ditadura da beleza, além de aspectos étnico-raciais, e indicaram que a roda de conversa pode ser uma possibilidade metodológica na área de ensino de química. Foi possível concluir que trabalhos com vieses similares ao adotado nesta pesquisa podem trazer resultados positivos para a sociedade, assim como, permitir que debates similares sejam veiculados em espaços não formais e em sala de aula.

Palavras chaves

cabelo; empoderamento negro; espaço não formal

Introdução

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) estabelece sobre a Educação, em seu artigo 1º, que “A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais” (BRASIL, 1996). A partir desses conceitos observa-se que a educação vai bem além dos muros da escola, porém, a sociedade acaba deixando essa responsabilidade somente dentro da organização escolar. Como formar um cidadão participativo e gerar uma educação para a cidadania sem que os atributos de uma educação cidadã estejam sendo sempre formados? Gonh (2008, p. 98) afirma “a educação escolar, formal, oficial, desenvolvida nas escolas, ministrada por entidades públicas ou privadas, é abordada como uma das formas de educação”. Dentro desse contexto, muitos autores destacam a existência de outras modalidades de educação que coexistem, são fundamentais e completam-se entre si. A educação formal tem objetivos claros e específicos e é representada principalmente pelas escolas e universidades. Ela depende de uma diretriz educacional centralizada como o currículo, com estruturas hierárquicas e burocráticas, determinadas em nível nacional, com órgãos fiscalizadores dos ministérios da educação (GADOTTI, 2005, p.2). Para Gadotti (2005) e Gohn (2008), a educação não formal vai muito além de espaços determinados de educação, sendo múltiplos, como bairro, associações, organização que estruturam e coordenam os movimentos sociais, nas igrejas e sindicatos e nos partidos políticos, nas Organizações Não-Governamentais (ONGs), nos espaços culturais e nas próprias escolas em seus espaços interativos com a comunidade educativa. Nesse trabalho foi adotado o conceito de Gohn (2008) como norteador, pois se compreende que qualquer espaço pode ser utilizado, desde que intencionalmente, para a educação não formal. Muitos autores destacam a importância de trazer temas relevantes para dentro de sala de aula, porém, quando o assunto é Espaços não Formais de Educação (ENFE) pouco se fala sobre abordagens que sejam pertinentes e que possam gerar interesse para o grupo que está fora da academia. Dessa forma, na pesquisa, da qual resultou este trabalho, buscou-se um tema que fosse diferente dos que são usualmente apresentados em sala de aula, mas que estivesse ligado também às demandas da atualidade. O tema escolhido foi: “química do cabelo”. No Brasil, o mercado estético tem muita força e o que se observa nas últimas décadas é um incentivo para produtos de modificação do cabelo, dos fios, principalmente os crespos e cacheados a fim de obter um padrão mais europeu de estética, visto que no Brasil não é predominante o cabelo liso, devido à miscigenação das raças. Porém a divulgação não leva em conta os benefícios e malefícios do consumo de tais produtos para a estética capilar (COUTINHO, 2011). Nesse ponto, pode-se dizer que o meio científico tem um papel significativo nesse processo, pois pode, através da escola ou outros locais, divulgar e contribuir com a conscientização da população, a fim de que sejam capazes de entender os riscos e os benefícios do consumo e não apenas serem levados como ‘massa’ de manobra a consumir. Entretanto, ainda hoje, o tema “cabelo” é pouco utilizado dentro e fora das escolas como norteador de questões sociais que deveriam ser priorizadas. Assim, situações de racismo e discriminação são frequentes, porém não debatidas, gerando silenciamento por parte da escola. Em relação ao tema “estética negra” percebe-se, segundo Gomes (2002), que as múltiplas representações construídas sobre o cabelo do negro no contexto de uma sociedade racista influenciam o comportamento individual. Existem, em nossa sociedade, espaços sociais nos quais o negro transita desde criança, em que tais representações reforçam estereótipos e intensificam as experiências do negro com o seu cabelo e o seu corpo. Um deles é a escola. Diante disto, pode-se perguntar: que universo é este, com tanto potencial para desmistificar conceitos e ideologias, mas que não usa de seu poder para tornar temas emergentes assuntos rotineiros na formação do educando? Neste viés é que houve o direcionamento deste trabalho, tendo como objetivo principal: abordar o tema química capilar em espaços não formais, através de rodas de conversas. Paralelamente, procurou- se utilizar temas químicos emergentes que possam atender demandas sociais, e assim, agregar o conhecimento químico às questões para o empoderamento negro. Existe uma importância à retomada de um assunto que é pouco debatido em sala de aula durante os anos da Educação Básica. A educação em espaços não formais busca dentre muitos aspectos a popularização científica de certos temas, sendo assim, a busca por uma pesquisa com esse direcionamento tem não somente o objetivo de informar, mas também de resgatar ou disseminar conhecimentos importantes para o seu cotidiano.

Material e métodos

Determinou-se que o tipo de pesquisa seria qualitativa, visto que seu objetivo é interpretar a realidade investigada (BAUER; GASKELL, 2010). Surgiu o interesse de se trabalhar com grupos focais, pois ficou nítido que em ENFE muitos grupos formados em ONG’s, ou movimentos sociais, têm como característica o interesse por assuntos pontuais. Segundo Lopes (2014, p. 484) a pesquisa com grupos focais permite o alcance de diferentes perspectivas de uma mesma questão, permite também a concepção de processos de construção da realidade por determinados grupos sociais, assim como a compreensão de práticas cotidianas, atitudes e comportamentos prevalecentes no trabalho com alguns indivíduos que compartilham traços em comum, relevantes para o estudo e investigação do problema em questão. O grupo escolhido faz parte de um evento de um coletivo negro nomeado EncresCampos, voltado para a temática racial, trazendo pontos sobre racismo, autoestima, estética negra, entre outros que tem relação com a causa por eles debatida; o grupo milita em Campos dos Goytacazes/RJ (página do Facebook do grupo EncresCampos: https://www.facebook.com/encresrjcampos/. Acesso em 16.01.2017). O grupo promove o evento EncresKids, que é direcionado para mães, pais, filhos entre outros participantes. Atualmente, o grupo frequenta escolas para falar sobre diversos temas, assim como promove eventos na região de Campos (RJ), para discutir as prerrogativas do racismo e o protagonismo negro. Após a definição dos sujeitos da pesquisa, foi pensado o recurso metodológico para coletar informações dos mesmos. Dessa forma, optou-se pelas rodas de conversa, “que consistem em um método de participação coletiva de debate acerca de determinada temática em que é possível dialogar com os sujeitos, que se expressam e escutam seus pares e a si mesmos por meio do exercício reflexivo” (MOURA; LIMA, 2014, p. 101). Dessa forma, em novembro de 2016 foi realizada uma roda de conversa com 15 participantes, que tinham como foco o debate e o entendimento sobre etnia, racismo, cabelo, autoestima, mas variavam em outras características como: nível de instrução, gênero, profissão, entre outros aspectos. Por este motivo, buscou-se a linguagem mais apropriada para que pudessem compreender a temática. Solicitou-se aos participantes que assinassem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), além do Termo de Imagem (TI), devido à presença de crianças no local, considerando-se a importância da ética na pesquisa e os direitos do grupo. A maior parte da roda foi gravada, e algumas falas foram obtidas e anotadas em momentos de descontração em que não estava sendo feita a filmagem, onde perguntaram e falaram sobre alguns danos já gerados devido ao excesso de alisamento, sobre a modificação da estrutura capilar após alguns processos, além de procedimentos que auxiliam na manutenção do cabelo natural. As falas transcritas foram tratadas através da Análise Textual Discursiva - ATD (MORAES; GALIAZZI, 2007, p. 14).

Resultado e discussão

A partir da ATD, as transcrições foram feitas e consecutivamente definiram- se duas categorias: categoria A - alisamento, saúde, transição capilar e conceitos químicos; categoria B - estética negra, aceitação e auto-estima. Para facilitar o entendimento, foram criados códigos para identificar os participantes: letra P define o primeiro símbolo, identificando como participante, seguido do número para que não se repita; as letras A ou B definem a categoria a que pertencem; e por fim, caso o mesmo participante fale mais de uma vez na mesma categoria, foi atribuído um número a sua fala. As falas da entrevistadora são identificadas pela sigla E. A leitura do texto “Mãe Indignada” (MEC, 2007, p.19), trouxe a estória de um menino que teve seu cabelo cortado pela funcionária da escola; por seu cabelo ser crespo foi o primeiro a ser considerado foco de uma epidemia de piolho na instituição. Tentaram amenizar o acontecimento dizendo que ficou até bonito o corte, estava parecendo o Pelé e sua mãe retrucou dizendo que ele não precisava ser um jogador de futebol, se não quisesse, que poderia fazer uma faculdade. E os presentes se entreolharam. E: Vivenciaram situações cotidianas de segregação pelo cabelo ou algum aspecto estético?”P.4.B: A própria televisão mostra um pouco da segregação, nunca mostram o negro em posição de destaque sempre colocam como faxineiro, não que seja uma profissão desqualificada, mas não estão em cargos de destaque também. Sempre pra falar que existe racismo, mas em sentido ruim ou em uma posição abaixo gerando a sensação de querer ser igual ao branco e não que você tem potencial de ser igual. A mídia auxilia na veiculação da valorização de uma estética européia, cabelos lisos, pele branca entre outros estereótipos. Na publicidade atual, em muitas propagandas do governo de projetos sociais como “Minha Casa, Minha Vida”, sendo visto como objeto de assistência, que parece não ter poder sobre o que acontece em sua vida (OLIVEIRA, 2015). Não obstante, essas mesmas propagandas trazem a imagem da beleza. O que é ser belo? E como faço pra ser? O cabelo afro-étnico tem curvaturas estruturais muito maiores quando comparado com o caucasiano. Isso faz com que ele fique mais suscetível à manipulação mecânica, levando a um maior desgaste no ponto de curvatura, que pode acarretar danos irreversíveis (BEDIN, 2008). Os aspectos químicos estão distantes da realidade de quem se submete aos padrões da beleza, não existe conhecimento sobre os perigos, os resultados prejudiciais que são oriundos da prática do alisamento capilar. Relatos de abandono desse universo demonstram como é libertadora a aceitação. O processo de transição capilar ocorre quando uma pessoa que já utilizou alisamento permanente deseja não utilizá-lo mais e deixar seus cabelos com características próprias. E: “Como foi o processo de transição capilar de vocês” P.4.A: “Na verdade eu comecei a deixar meu cabelo natural agora; sempre usei química e todos ao redor; a família, diz que só fica bonito quando enrola o cabelo, quando alisa, arrepiado, com gel, arrumadinho. Desde que comecei a deixar crescer só ouço críticas: cabelo duro, cabelo ruim; depois eu conheci a galera do EncresCampos, amadureceu a vontade de deixar crescer; percebi que meu cabelo não é duro, é crespo e vou deixar crescer assim.” P.6.A: “Assumi o cabelo crespo depois dos 18 anos, porque meu pai dizia que homem tinha que ter o cabelo raspado, curto, máquina 1, zero alta. Quando cheguei aos 18 deixei meu cabelo crescer e quando meu ‘black’ foi tomando forma, crescendo, aí foram gostando... “Que bonitinho, está ‘maneiro’, ‘no estilo’!; aí já muda completamente, mas é uma resistência muito grande.” P.7.A: “Já usei alisado, mas quis usar natural, só não tive coragem, depois resolvi deixar e fui aos poucos ...”. A expressão “só não tive coragem”, nos leva a reflexão de quão opressivo se faz o sistema social a ponto de exigir coragem para aceitar-se sendo como é. “Cabelo de bombril, esponja, piaçava, pucumã, cabelo ruim”. As mulheres de cabelos crespos crescem ouvindo expressões como essas, repetidas vezes, na maioria dos ambientes que frequentam, sejam eles públicos ou privados (COUTINHO, 2010, p. 68). Quando é levantada a pergunta sobre o conhecimento da estrutura capilar: E: “Conhecem a estrutura do cabelo de vocês?” Não houve interações com o tema, demonstrando o distanciamento sobre o assunto e desconhecimento.Uma segunda questão é levantada. E: “Até que ponto vale a pena danificarmos o cabelo de uma criança para que as outras pessoas tenham uma visão diferenciada dela, para que seja aceita?” E novamente a reação é uma inércia total. Isto demonstra que o tema pode ser por vezes negligenciado, e que simplesmente não são tratados, como se fosse verdade absoluta. Alisar sempre! Quando se trata de propriedades físicas dos cabelos, falamos de resistência ao estiramento, elasticidade, poder hidrofílico e propriedades de superfície. As propriedades de tensão dos cabelos afro-étnicos indicam que ele possui baixa resistência à quebra quando comparado com o caucasiano (BEDIN, 2008). P.5.A.2: “Fiz um corte químico em minha filha, pois desde dos 7 anos que ela ( a filha) já utilizava alisamento; fui passar uma escova inteligente que já tinha colocado, o cabelo dela começou a cair, já tinha feito corte químico no meu que também caiu por procedimentos feitos no beleza natural ( salão de beleza que utiliza como principal base o alisamento permanente com ativo hidróxido metálico a fim de obter o alargamento dos cachos, mudando a estrutura). Os cabelos mais encaracolados ficam mais frágeis e mais propensos à quebra quando manipulados física ou quimicamente, especialmente quando falamos de escovas progressivas, que envolvem, além dos produtos, o calor como componente essencial do seu resultado, isso ocorre devido as curvas de sua estrutura. Essa característica também é o que confere a menor lubrificação ao fio, visto que dificultam a liberação dos lipídios para as pontas (BEDIN, 2008). O processo de transição capilar foi descrito pela maioria dos que já não usavam mais alisamento e vem sempre de um contexto de difícil aceitação e medo da rejeição. Gomes (2001), afirma que “mudar o cabelo pode significar sair do local de inferioridade que é destinado ao negro e desenvolver um sentimento de autonomia nas formas de usá-lo”. Porém, a resistência ao estiramento, de ruptura ou solidez, ocorre em função do diâmetro do cabelo e das condições do córtex e é afetada negativamente pelos tratamentos químicos. A utilização da trança como recurso da estética também é tratado por outro participante: P.9.A.2: “Sou trancista, preciso trançar o cabelo de minhas clientes de madrugada, pois não conseguem ficar sem as tranças por se sentirem feias usando o cabelo delas.” Segundo Coutinho (2011, p.7) “é possível verificar a relação que algumas mulheres estabelecem com as tranças: algumas retomam o seu uso, quando necessário para o fortalecimento do cabelo prejudicado pelos processos químicos”. E ainda que outras o fazem para restabelecer a autoestima, visto que o uso das tranças também está relacionado ao sentimento de poder da mulher, que se sente mais valorizada com os cabelos compridos. É importante salientar que nenhum dos participantes usou como motivação para não usar alisamento a questão da saúde, mostrando que não é feita a reflexão e a associação dos resultados com processos feitos e os efeitos que podem gerar a saúde. Com a realização do trabalho, corroboramos os apontamentos de Benite e colaboradores (2016) sobre a importância para que nas licenciaturas em química haja debates e discussões que privilegiem investigações sobre as relações étnico-raciais na formação de professores, assim como, a integração, na prática, do binômio educação-cultura. Com isto, estaremos contribuindo para uma verdadeira descolonização dos currículos de ciências.

Conclusões

A pesquisa mostrou como o conhecimento científico pode trazer benefícios para a população, no sentido de possibilitar a percepção e atuar ativamente sobre suas escolhas independentemente das circunstâncias em que se apresentam. A utilização de temas geradores traz um diferencial para a aprendizagem, tais temas trazem uma importância de cunho social. O tema “química capilar”, trazido nesta pesquisa, adequou-se ao grupo escolhido, porém, existem questões estéticas de particularidades de outras etnias que podem ser abordadas dentro ou fora de sala de aula e que podem ser utilizadas pelo professor como fonte de diversos debates. A temática de reprodução midiática e consumo não são restritos a esse grupo, sendo a população, como um todo, estimulada a consumir, principalmente quando se trata da vertente estética. Além deste, outros temas emergentes são de importância para a sociedade. Por fim, percebem-se quão importantes são discussões como essas no universo acadêmico que por vezes propaga a cultura de silenciamento sobre temas inclusivos e que, por isso, cada vez mais distancia as classes marginalizadas de pertencerem a esse espaço.

Agradecimentos

Nossos agradecimentos ao IFRJ, por fomentar o projeto de pesquisa desenvolvido, com bolsas PIBIC/PROCIÊNCIA.

Referências

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