Autores

Costa e Silva, R. (UESPI-PIBID) ; da Silva Sousa, L.R. (UESPI-PIBID) ; Silva Ibiapina, B.R. (UESPI-PIBID) ; Pereira Silva, F.C. (UESPI) ; Alves de Sá, E.L. (IFPI-PIBID) ; Alves Lima, F.C. (UESPI)

Resumo

Este trabalho tem como objetivo investigar a contribuição da aplicação de experimentos em sala de aula para complementar e auxiliar no processo de ensino-aprendizagem, com o intuito de melhorar as aulas de Química em escola pública de Teresina-Piauí. Foram realizados sete experimentos nas séries do ensino médio com o auxílio do Programa institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) da Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Através da aplicação dos experimentos pode-se observar que essa metodologia teve uma contribuição bastante significativa para os alunos, demostrando na prática os assuntos de Química, enriquecendo e aprimorando o entendimento dos conteúdos na disciplina.

Palavras chaves

ensino de química; experimentos; PIBID

Introdução

Produções, reflexões e debates sobre a eficiência e importância de atividades práticas e experimentais no processo de ensino e aprendizagem de Química no Ensino Médio, têm merecido certa atenção em cursos universitários, eventos científicos, revistas, formação de professores. A ideia predominante entre professores e pesquisadores é de que a experimentação é essencial para o bom ensino de Química, pois permite compreender significativamente conceitos químicos nas atividades desenvolvidas (DIB, et al, p. 1, 2012). Muitos professores não realizam atividades experimentais, como a justificativa da deficiência de laboratórios e materiais de laboratório. No entanto, segundo SALVADEGO e LABURÚ (p. 2, 2009) “uma aula experimental não está associada a um aparato experimental sofisticado, mas à sua organização, discussão e análise, que possibilitam interpretar os fenômenos químicos e a troca de informações entre o grupo que participa da aula”. Diante da possibilidade de experimentação e vivência, o PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) concede ao aluno a capacidade de convivência e de união da teoria e da prática, conseguindo, assim, fazer com que este se familiarize e interaja neste ambiente tão rico e promissor que é a escola. (SILVA, et al., p. 2, 2013). Para a realização deste trabalho bolsistas do PIBID, do curso de Química, desenvolveram atividades experimentais com materiais do cotidiano e baixo custo, com alunos de escola pública de Teresina- Piauí com a supervisão da professora da disciplina. Essa experiência promove ao licenciando o contato direto com a realidade enfrentada pelo docente da Educação Básica. O objetivo desta pesquisa foi investigar a contribuição das atividades experimentais desenvolvidas em sala de aula pelas bolsistas do PIBID.

Material e métodos

As atividades de Investigação foram realizadas na Unidade Escolar Moaci Madeira Campos, situada na zona sul de Teresina- Piauí. Participaram da coleta de dados os alunos do 1º, 2 º e 3º ano do ensino médio, ano letivo 2014. A coleta de dados foi dividida em três etapas: Questionário de Controle I, Experimentação e Questionário de Controle II. No Questionário de Controle I, perguntou-se aos alunos qual seria a sugestão de atividades para melhor compreensão na disciplina. Estes continhas alternativas para os alunos marcarem de acordo a sua sugestão. Como por exemplo, ( ) aulas práticas ( ) jogos, ( ) gincanas, ( ) aula de campo. Na Experimentação, desenvolveram-se experimentos em sala de aula utilizando materiais do cotidiano de baixo custo. Sendo que, cada experimento realizado era o complemento de um determinado assunto ministrado pela professora. A sala era dividida em quatro grupos, que recebiam os materiais (reagentes e vidrarias) e o procedimento experimental com um questionário sobre o experimento. Em seguida, explicava-se em coletivo o procedimento da prática e, depois fazia um acompanhamento nos grupos seguindo da explicação dos resultados. O questionário respondido sobre o experimento sempre era atribuído na nota dos alunos. No Questionário de Controle II, perguntou-se aos alunos se os experimentos realizados teve contribuição no aprendizado, que tinha as alternativas: ( ) muito, ( ) regular, ( ) pouco. Como avaliavam o PIBID na escolar, com as alternativas: ( ) ótimo, ( ) bom, ( ) regular, ( ) pouco. A última pergunta foi sobre uma sugestão para melhoria das atividades desenvolvidas.

Resultado e discussão

No Questionário de Controle I os resultados encontrados, para os 191 alunos, 70,1% sugeriram aulas experimentais, 29,9% sugeriram jogos, gincanas e aula de campo, somando as três sugestões. Analisando os resultados encontrados, é possível notar a vontade, o entusiasmo dos alunos em fazer aulas experimentais, isso porque para a maioria deles nunca tinham feito uma experiência de química. Com base, nos resultados do Questionário de Controle I, trabalhou-se com a segunda etapa da pesquisa, a Experimentação, conforme mostrado no Quadro 1. No Questionário de Controle II os resultados estão mostrados na Figura 1.a e 1.b. Na Figura 1.a nota-se que 71,4% dos alunos responderam que os experimentos contribuíram muito na compreensão dos assuntos, para 23,4% os experimentos contribuíram de forma regular, sendo que somente 5,2% dos alunos responderam pouco. Na Figura 1.b observa-se que 61,2% dos alunos avaliaram o PIBID na escola como um programa ótimo, 35,1% como bom e 3,9% como regular. Com esses dados é possível verificar que o PIBID é um programa muito bem avaliado na escola, apesar de ser o primeiro ano de participação no programa. E, que tem cumprido com o papel de auxiliar no desenvolvimento de atividades alternativas para melhorar o entendimento dos alunos na compreensão dos assuntos. Quantos, as sugestões feitas pelos alunos para a melhoria das atividades realizadas pelas bolsistas se destacaram que 63,6% dos alunos sugeriram mais experimentos, 34,4% dos alunos responderam que está ótimo o desenvolver das atividades e que não precisa melhorar. Com esses verifica-se que o programa PIBID, contribuiu muito para o desenvolvimento dessas atividades e, que o mesmo é bem vindo e bem aprovado pelos alunos.

Figura 1

Respostas dos alunos sobre a contribuição do PIBID e a avaliação do mesmo na escola.

Quadro 1

Experimentos realizados em sala de aula pelos alunos.

Conclusões

A utilização de experimentos em salas de aula permitiu uma complementação da abordagem dos conteúdos de maneira mais abrangente e eficiente, possibilitando a visualização de uma aula mais criativa e dinâmica. Constatou-se que o PIBID contribuiu com as atividades experimentais realizadas nas escolas, cumprindo o seu papel no desenvolvimento de metodologias alternativas para a melhor compreensão dos conteúdos da disciplina de química, sendo bem avaliado pelos alunos.

Agradecimentos

CAPES; PIBID; UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ.

Referências

• DIB, S. R.; BINSFELD, S. C.; NUNES, A. C. Entendimento de estudantes do Ensino Médio sobre atividades experimentais. In: XIVI Encontro Nacional de Ensino de Química (XIVI ENEQ), 2012, Salvador. Anais... Bahia: 17 a 20 de julho de 2012. p.1-9.
• SALVADEGO, W. N. C; LABURÚ, C. E. Uma Análise das Relações do Saber Profissional do Professor do Ensino Médio com a Atividade. Química Nova na Escola, v. 31, n° 3, p. 1-8, 2009.
• SILVA, K. S.; NASCIMENTO, M. C. M.; SIQUEIRA, E. F. V.; SANTOS, K. C. H.; ALVES, M. R. C.; OLIVEIRA, F. M.; FREITAS, A. J. D. ; FREITAS, J. D. A importância do PIBID para realização de atividades experimentais alternativos no Ensino Médio. Química Nova na Escola. p. 1-6, 2013.