Autores

Albuquerque, L.L. (IFPE - VITORIA) ; Perdigão, C.H.A. (IFPE - VITORIA) ; Lima, G.L.O. (EREM- JOAQUIM OLAVO) ; Silva, L.S. (IFPE)

Resumo

Esse artigo relata os resultados finais de uma pesquisa que se desenvolveu no EREM- Joaquim Olavo, pelos alunos da licenciatura em Química do IFPE Campus Vitória de Santo Antão participantes do PIBID (Programa Institucional de Bolsas de iniciação à Docência), em Carpina-PE, que teve o intuito de depertar o interesse dos alunos do primeiro ano do ensino médio pela Química. Para realizar esse objetivo foram feitas pesquisas de alguns experimentos que podem ser realizados segundo critérios de: clareza, baixo custo e potencial significância para os alunos. Posteriormente foram realizadas aulas experimentais, no próprio laboratório da escola, que relacionaram os conteúdos vistos na sala de aula com o cotidiano dos discentes.

Palavras chaves

Ensino de Química.; Instigando o interesse.; Experimentação no ensino.

Introdução

Existem alguns descasos com o ensino da Química, e um deles é o fato de professores formados em outras disciplinas estarem em sala de aula ensinando Química. Na Escola de Referência em Ensino Médio Joaquim Olavo tem três professoras lecionando Química e ambas as três são formadas em Biologia pela Universidade de Pernambuco. Esse é mais um de vários casos existentes nas escolas. Essa situação afeta o ensino pelo fato desses professores não terem algumas fundamentações de um professor licenciado em Química, principalmente no tratante às aulas experimentais. Por outro lado, existem escolas que ainda não tem laboratórios, o que acaba dificultando a aprendizagem dos alunos. Sabe-se que a experimentação desperta um forte interesse nos alunos em diferentes níveis de escolarização, pois os mesmos costumam atribuir à prática experimental um caráter motivador, significativo e essencialmente vinculado aos sentidos (MARIA, et al. 2001). As aulas experimentais são fundamentais no ensino e os alunos ficam amiúde da relação teoria-prática. Em estudos recentes, Perdigão e Lima (2010) enfatizaram ganhos significativos no uso de Experimentos Demonstrativos em sala de aula, uma vez que a prática ocorre em meio à discussão teórica. Tendo em vista esses e outros problemas, esse projeto visou fomentar o interesse pela Química dos alunos do primeiro ano da Escola de Referencia de Ensino Médio Joaquim Olavo por meio de aulas experimentais que pudessem relacionar a teoria com o cotidiano dos mesmos.

Material e métodos

A pesquisa classifica-se como qualitativa e foi desenvolvida em conjunto com os discentes do primeiro ano do ensino médio da Escola de Referência em Ensino Médio Joaquim Olavo, situada na cidade Carpina-PE, que se realizou durante o período de junho a julho de 2014. A partir das buscas de experimentos para fomentar o ensino-aprendizagem dos estudantes do primeiro ano, foi selecionado um experimento para ser trabalhado. Por estarem estudando o conteúdo Ácido e Base, o experimento selecionado para ser trabalhado foi Extrato de Repolho Roxo o como Indicador ácido-base que envolve conceitos acidez e basicidade através da mudança de coloração dos indicadores presentes no extrato. Isso ocorre devido ao fato de estes compostos serem dotados de propriedades halocrômicas, que é a capacidade de mudar de coloração em função do pH do meio. Os materiais utilizados foram: 6 Béqueres, Pipeta, Água, Hidróxido de sódio, Bicarbonato de sódio, Ácido acético, Álcool etílico, Ácido clorídrico, Extrato de repolho roxo. Os procedimentos metodológicos estão descritos a seguir: 1. Numeraram-se 6 copos de béquer. 2. No béquer 1, adicionou-se em ordem: 40 mL de solução de água e 20 mL de solução de ácido clorídrico (HCl). 3. No béquer 2, adicionou-se 40 mL de solução de água e 20 mL de solução de hidróxido de sódio (NaOH). 4. No béquer 3, dissolveu-se o bicarbonato de sódio em 40 mL de solução de água. 5. No béquer 4, adicionou-se 40 mL de solução de água e 20 mL de álcool comum. 6. No béquer 5, adicionou-se 40 mL de solução de água e 20 mL de solução de ácido acético. 7. No béquer 6, adicionou-se 40 mL de solução de água.8. Com o auxilio de uma pipeta, adicionou-se 5 mL de solução de extrato de repolho roxo nos béqueres 1, 2, 3, 4, 5 e 6.9. Em seguida, comparou-se as cores da faixa do pH.

Resultado e discussão

Foram identificadas as cores que se obtiveram através da presença do indicador ácido-báse. Não foi obtido um valor exato de pH, mas sim o valor provável segundo da faixa de cor do pH, a presença do indicador na solução indica através da mudança de cor, se o meio é ácido ou básico. Como resultado, 89% dos alunos demonstraram muito interesse pela aula, o que acaba mostrando que eles prestaram atenção. Esse resultado mostra que as aulas experimentais motivam os estudantes. Quando realizadas de maneira correta, são capazes de solidificar o conhecimento teórico envolvido, os quais dificilmente seriam apreendidos sem a atividade experimental. Mais ainda, trabalhar com materiais do cotidiano facilita a identificação dos alunos com a Ciência, uma vez que passa a fazer parte de suas vidas cotidianas, tornando o conteúdo potencialmente significativo. Os estudantes mostraram-se bastantes interessados pela realização da aula experimental, fato perceptível no depoimento de um aluno: “Gostei muito dessa aula e quero voltar ater mais aulas dessas.” Chama-se atenção ao fato de alunos tidos como os mais distantes ou inquietos serem os primeiros a se proporem a executar o experimento. Dessa forma, a atividade experimental serviu também para promover a interação professor-aluno, trabalhando a afetividade, elemento de grande importância no processo educacional.

Tabela de resultados.



Conclusões

Entende-se que os experimentos no ensino de Química são uma boa ferramenta no processo de ensino e aprendizagem de Química. Essas atividades contribuem não apenas para formação científica, mas também atuam para a formação de cidadãos mais conscientes. Sendo assim, essa temática deve frequentemente ser investigada, analisada e avaliada, contribuindo para a melhoria do ensino dessa ciência tão importante e freqüente em nosso dia-a-dia. Visto que os mesmos, nessa etapa escolar, estão vivenciando Química, em sua maioria, pela primeira vez, o que torna maior o desafio de ensinar.

Agradecimentos

Os autores agradecem ao PIBID, a CAPES pelo incentivo ao desenvolvimento da pesquisa, ao IFPE pelo Apoio, ao EREM- Joaquim Olavo e ao coordenador Claudio Henrique Alv

Referências

MARIA, I. et all. Ensino de química por meio de experimentos atrativos, simples de baixo custo. 24º Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química. Maio, 2001. Disponível em: www.mec.gov.br/semtec/ftp/Ciências. Acesso em: 22 de Maio de 2014.

PERDIGÃO, C. H. A; LIMA, K da S; A pratica docente experimental de Química no ensino médio. IV Colóquio Internacional Educação e Contemporaneidade. Laranjeiras Sergipe. Setembro de 2010.