Autores

Albuquerque, P.D.B.M.C. (IF SERTÃO - PE, CAMPUS FLORESTA) ; Machado, J.R.O. (IF SERTÃO - PE, CAMPUS FLORESTA) ; Nunes, S.L. (IF SERTÃO - PE, CAMPUS FLORESTA) ; Santos, C.E.S. (IF SERTÃO - PE, CAMPUS FLORESTA) ; Costa, A.J.M. (IF SERTÃO - PE, CAMPUS FLORESTA) ; Souza, M.J.S. (EREM - CAP. NESTOR VALGUEIRO DE CARVALHO) ; Sá, C.L.S.G. (IF SERTÃO - PE, CAMPUS FLORESTA) ; Augusto Filha, V.L.S. (IF SERTÃO - PE, CAMPUS FLORESTA)

Resumo

O lúdico vem sendo empregado no ensino de Química, pois facilitam a compreensão dos discentes a cerca do conteúdo abordado além de contribuir na socialização e interação. Com esse intuito, desenvolveu-se no 3º ano do ensino médio da Escola de Referência Capitão Nestor Valgueiro de Carvalho o jogo Nada além de Hidrocarbonetos: o Ensino de Química Orgânica através do Lúdico baseando no jogo do Programa Silvio Santos “Nada Além de 1 minuto”, com o objetivo de revisar e auxiliar na compreensão do conteúdo Hidrocarbonetos, tanto na nomenclatura como na sua produção, obtenção e aplicações.

Palavras chaves

Hidrocarboneto; Lúdico; Química Orgânica

Introdução

Durante muitos anos a disciplina de Química foi ministrada de forma sistemática e tradicional, em alguns lugares ela ainda é ensinada através desse método tradicionalista. Entretanto, observa-se que de alguns anos para cá muitos professores buscam formas de diversificar suas aulas, fugindo um pouco desse eixo metodológico que é conhecido entre os profissionais educadores como tradicional. Um desses recurso, é a utilização de jogos didático, inserido na sala de aula com o propósito de modificar a forma que os discentes veem os conteúdos de Química e facilitar a compreensão dos mesmos. “As atividades lúdicas não levam apenas à memorização do assunto abordado, mas induzem o aluno à reflexão. Além disso, essas práticas aumentam a motivação dos alunos perante as aulas de Química, pois o lúdico é integrador de várias dimensões do universo do aluno, como afetividade, trabalho em grupo e as relações com regras pré- definidas” (SANTANA, 2008). O que facilita na compreensão dos conteúdos, já que “o aluno exerce um papel ativo no processo de aprendizagem, por apresentar condições de relacionar o novo conteúdo a seus conhecimentos prévios, e o professor se torna o responsável por criar zonas de desenvolvimento proximal, ou seja, proporciona condições e situações para que o aluno transforme e desenvolva em sua mente um processo cognitivo mais significativo” (VYGOTSKY, 2007). Partindo desse pensamento, surgiu a ideia da elaboração e aplicação do jogo didático Nada além de Hidrocarbonetos: o Ensino de Química Orgânica através do Lúdico, visando o desenvolvimento da aprendizagem e o convívio social entre os discentes da sala, com o objetivo de revisar e auxiliar na compreensão do conteúdo Hidrocarbonetos, tanto na nomenclatura como na sua produção, obtenção e aplicações.

Material e métodos

Para confecção da atividade lúdica foi necessário à utilização de alguns materiais como tesoura, isopor, cartolinas, pincel, cola quente, cola para isopor e palitos de churrasco. Participaram da atividade 28 alunos do 3º ano do Ensino Médio “B”. Para dar inicio a execução da atividade foram selecionados 18 alunos e enumerando de 1 a 18 inicialmente, ao rodar a roleta iniciou-se o jogo, sorteando um dos números, em seguida o aluno gira novamente a roleta sorteando uma das cores rósea com pergunta ou roxo com desafio que ele responderá com tempo cronometrado de 1 minuto para as perguntas e 1 minuto e 30 segundos para os desafios. As perguntas são referentes ao conteúdo hidrocarbonetos sobre suas ligações, nomenclatura, ramificações, cadeias, fórmulas, aplicações, produção e obtenção, já nos desafio os discentes tinham que fazer a montagem das moléculas utilizando o Molymod® ou desenhando no quadro. A cada acerto o discente, recebia um ponto e a oportunidade de rodar novamente a roleta sorteando uma cor para responder um desafio ou pergunta, se o mesmos obter 3 acertos na mesma rodada ele sede seu lugar ao colega que está na plateia, isso também ocorre se a resposta for errada ou o tempo dado a ele se encerrar, dando oportunidade para que os demais possam participar.

Resultado e discussão

Antes mesmo de ser trabalhando o jogo, foram feitos pequenos testes com os alunos acerca do conteúdo, no qual responderam algumas perguntas abertas como também perguntas diretas, adotando um resultado não satisfatório com média geral de 3,47. Com esse resultado buscou-se a ludicidade como método de contornar esse resultado utilizando o referido jogo. Durante a atividade foi observado a euforia dos discentes em participar, quando um aluno era sorteado e que ele respondia a pergunta ou desafio, criava uma expectativa sobre a resposta, como também debate se estava certa ou não, fazendo com que a turma participasse em massa do jogo. Retomando após a atividade, o teste foi refeito para os mesmo discentes, utilizando das perguntas abertas e diretas do conteúdo, obtendo um resultado mais significativo de 6,74 como média geral dos discentes.

Figura 1

Aluna girando a roda para sortear a cor.

Figura 2

Aluno cumprindo o desafio de montar uma molécula com o Molymod®.

Conclusões

O trabalho lúdico como uma ferramenta para o ensino de Química Orgânica, auxiliando os discentes no processo de aprendizagem, foi bastante satisfatório, além de tornar mais dinâmica as aulas e a participação dos discente acerca do conteúdo, indagando e respondendo sem medo de questionar, pois muitos discentes ficam com as suas dúvidas por terem receio de perguntar algo ao professor e ser tarjado pelos colegas como burro, polo assunto estar sendo entendido pela maioria da turma, ou nerd (o inteligente), por querer mais informações sobre o conteúdo, o que acaba desmotivando o aluno na buscar pelo conhecimento, pois somos diferentes e temos nosso tempo de aprender. E a atividade lúdica permitiu aos discentes perguntar tirar as dúvidas que os incomodavam sem nenhum constrangimento, pois o jogo propiciou um ambiente descontraído, deixando-os a vontade.

Agradecimentos

Agradecemos ao IF Sertão - PE, a EREM - Cap. Nestor de Carvalho, ao PIBID - CAPES e ao Governo do estado.

Referências

SANTANA, E.M.; REZENDE, D. B. O Uso de Jogos no ensino e aprendizagem de Química: Uma visão dos alunos do 9º ano do ensino fundamental. XIV Encontro Nacional de Ensino de Química (XIV ENEQ). UFPR, Curitiba – PR, 2008.

VIGOTSKI, L.S. A formação social da mente. In: Interação entre aprendizado e desenvolvimento (Cap. 06). 7º ed. – São Paulo: Martins Fontes, 2007, p. 87 – 106.